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Jogos: Análise – The Last Of Us Parte 1

The Last of Us Parte 1 regressa como um remake ambicioso que procura incluir o melhor de dois mundos no mesmo jogo. Mas será que resulta?

  The Last of Us Parte 1 

Vamos começar por tirar o maior problema do caminho: Será que faz sentido ter um remake de um jogo de 2013, que nem 10 anos tem e que, no seu primeiro ano de lançamento, recebeu uma versão remasterizada para a PlayStation 4? Possivelmente pode ser uma pergunta complicada, com uma resposta igualmente complicada, mas que, no final desta análise poderá entender-se melhor.

The Last of Us Parte 1

A história de The Last of Us, que agora alberga um Parte 1 para ser similar à sua sequela, pode já ser considerada intemporal: no meio de uns Estados Unidos completamente decimados por conta de eventos pós-apocalípticos, Joel tem que escoltar Ellie, uma jovem rapariga. Juntos tem de sobreviver ao apocalipse e ao mesmo tempo chegar ao seu destino o que não se avizinha algo fácil. Junto com esta versão, tal como na remasterizada, também encontramos o DLC Left Behind que serve como uma prequela do jogo original. Porém, nesta versão se houve algo que me impressionou, foi definitivamente a secção de abertura, que nos faz entender o porquê de Joel ser uma personagem que passa grande parte dos seus dias em sofrimento. Se na versão PlayStation 3 e PlayStation 4 já era um momento emocional e de grande choque, a realidade é que as capacidades gráficas da PlayStation 5 conseguem acentuar ainda mais esse sofrimento, de uma forma quase incompreensível ao olhar, mas que, quando pensamos nela entendemos o que se passa na mente de Joel.

The Last of Us Parte 1

Em termos de jogabilidade, a verdade é que este jogo tal como dizia na introdução é uma tentativa do melhor de dois mundos. Por um lado, temos o universo de The Last of Us, por outro, temos a jogabilidade melhorada de The Last of Us Parte 2. Se me perguntarem, acho que grande parte da razão de ser deste remake é mesmo melhorar a jogabilidade. Torna-se mesmo importante e uma parte de nós, como jogadores, ver o Dualsense a tremer nas fases mais complicadas, ou quando disparamos uma arma como funciona os gatilhos. Acaba por ser uma verdadeira demonstração do poder do comando da PlayStation 5. Além que, graficamente nota-se uma melhoria incrível. Jogar em 4K então, é capaz de ser um dos maiores deleites que este jogo nos poderá oferecer.

Como ponto fraco, devo ser franco que não esperava um remake de um jogo tão recente. Nove anos, comparado a outros jogos que mereciam um remake (sim, estou a olhar para ti, Silent Hill!), não é nada demais. Porém, faz sentido quando queremos que as pessoas que se apaixonaram pela sequela e não conseguiram jogar o jogo original, tenham a oportunidade de viver estes eventos. O modo online também foi omitido, mas talvez seja o melhor dos males isso ter acontecido, pois não trazia nada de novo a uma experiência que é vivida através da história das personagens que vamos conhecendo ao longo da estrada.

The Last of Us Parte 1

Resta concluir que, The Last of Us Parte 1 é um remake sólido, que já contava uma história fantástica de uma perspetiva completamente diferente. Continua a ser o mesmo jogo, é certo, mas voltá-lo a jogar vale todos os segundos das horas gastas com ele.

Nota Final: 9/10

The Last Of Us Parte 1 está disponível em exclusivo para a PlayStation 5. Em breve será lançada a versão PC

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