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Hades e Going Under: Como trazer vida a um género estagnado

Se há género que já falei imensas vezes no Central Comics foi os roguelite. É umas das formas “fáceis” de uma pequena equipa desenvolver jogos e já nos ofereceram várias pérolas, como Enter The Gungeon. No entanto, pensava que o mercado estava a ficar saturado deste tipo de jogos…até agora.

No espaço de poucos dias, foram lançados dois jogos que mudaram completamente a minha forma de ver este tipo de jogos. Dois jogos do estilo, mas que tem ideias completamente diferentes e que de certa forma conseguem atrair pessoas diferentes e fãs do género, ao mesmo tempo. Falo-vos de Hades e de Going Under.

Hades

Hades não é propriamente um jogo desconhecido, a SuperGiant Games já o anda a desenvolver faz tempo e começou por ser exclusivo de PC através do Acesso Antecipado da Steam, onde ganhou uma popularidade bastante grande. Até que foi lançado para a Nintendo Switcch, em conjunto com a versão 1.0 que chegou ao PC no mesmo dia. A história que nos contam é que nós, como filhos de Hades, o deus da morte, devemos escapar do inferno de alguma maneira e com a ajuda dos restantes deuses. Por si só, a história já ajuda bastante e tem sempre ali algum momento que nos agarra ainda mais. No entanto, a cereja no topo do bolo tem de ser mesmo a jogabilidade. É simples andar a matar inimigos com uma arma para desbloquear a próxima. Andarmos a morrer a toda a hora pode já não o ser, mas, é daqueles momentos que se tornam recompensadores. Isto porque podemos evoluir e desbloquear novas armas que nos podem auxiliar. Portanto, Hades acaba por se tornar um jogo um pouco perigoso porque um “só vais uma tentativa” pode tornar-se numa madrugada de jogo em que necessitamos de estar acordados a horas decentes no dia seguinte.

Por outro lado, Going Under tem uma premissa diferente. Somos uma estagiária numa multinacional de bebidas. Não somos renumerados, mas temos que lidar com o pior problema que existe dentro da empresa: pequenas empresas de goblins que habitam na cave do edifício. E sim, quando falo em pequenas empresas, falo de uma estrutura empresarial real. Todas as salas que entramos podem ser ou escritórios, ou salas de reuniões, ou até mesmo pequenos breakrooms, para tomar um expresso ou obtermos habilidades novas. Além de aplicações de telemóvel que podem ser bastante uteis. Além disso, temos os nossos colegas que nos podem pedir missões estupidas, mas que acabam por fazer sentido nos termos do jogo. No entanto, as armas são mesmo uma obra-prima. Podemos usar armas convencionais, como espadas e afins, mas o que são elas comparativamente a lápis gigantes e a um agrafador que podemos utilizar para disparar agrafos e depois bater com ele nos nossos inimigos. E quem fala neste tipo de armas, também fala de ecrãs, teclados, basicamente qualquer material de escritório que podemos usar. E, mesmo quando a dificuldade do jogo aumenta, acaba por nos fazer sentir que falta algo mais, mas, a realidade é que são só mais umas incontáveis horas de jogo pela frente.

Going Under

Resta concluir que, às vezes é necessária uma pequena dose de loucura para melhorar um género. Também são necessárias pessoas inovadoras em projetos. Assim, consigo ver o género a não estagnar de alguma forma, mas apenas com o passar dos anos e na próxima geração é que consigo confirmar o que digo. No entanto, posso dizer-vos que só continuarmos a ter jogos como Hades e Going Under, iremos ter um futuro risonho nos roguelite.

Hades está disponível para PC e Nintendo Switch

Desenvolvedor/Publicador: SuperGiant Games

Going Under está disponível para PC, Nintendo Switch, Xbox One e PlayStation 4

Desenvolvedor/Publicador: Aggro Crab Games/ Team17

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