Jogos: A Fold Apart – Análise

Como os leitores sabem, de momento vivemos num mundo em que o contacto social é quase proibitivo, de forma a que nos mantenhamos saudáveis e, muitos de vocês provavelmente já passaram por momentos em que estiveram afastados de uma pessoa que vos diz muito. A Fold Apart é sobre isso mesmo, as dificuldades de uma relação à distância. Mas será a história contada durante o jogo a única coisa boa sobre ele?

Tal como já escrevi na pequena introdução a A Fold Apart, a história é sobre um relacionamento à distância. Como forma de explicar melhor irei fazer aqui uma pequena sinopse de como a história do jogo funciona: depois de se conhecerem e se apaixonarem, um casal teve que fazer uma escolha. Enquanto um(a) professor(a) teve que ficar numa cidade mais pequena, onde os dois viviam, um(a) arquiteto(a) decidiu aceitar um trabalho numa grande cidade. Separados por dois mundos diferentes. Como meio de comunicação têm apenas as mensagens por telefone. E é aqui que o jogo começa a brilhar. Durante os momentos em que o nosso casalinho troca mensagens podemos fazer várias escolhas, o que pode ser bom ou mau, dependendo das escolhas que fazemos. No entanto, isto prova que as barreiras da comunicação através de dispositivos são reais, já que se torna impossível mostrar o que sentimos.

Temos então aqui o ponto de partida da nossa história e do nosso jogo e, se já temos um dos momentos de jogo através das escolhas que fazemos através do telemóvel, eis que o segundo momento e mais importante chega até nós. Como principal característica desta história, temos como objetivo completar alguns puzzles que vão mostrando os pensamentos das nossas personagens. O objetivo do puzzle é que chegar de uma ponta a outra do cenário, onde normalmente está uma estrela que abrirá o nosso caminho seguinte. No entanto, é aqui que também entra a principal mecânica do jogo: dobrar folhas. Sim, o ecrã de jogo funciona como uma folha de papel, naturalmente com dois lados, e nós temos que dobrar e desdobrar até chegarmos ao nosso objetivo. Interessante certo? Para ser honesto, logo à primeira apaixonei-me pela mecânica e, como se trata de um jogo de puzzles, obriga o jogador a pensar fora da caixa o que melhora ainda mais a experiência com a folha de papel com que andamos a brincar para descobrir mais detalhes sobre os sentimentos e pensamentos das nossas personagens.

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Recapitulando, temos uma história interessante e uma mecânica de jogo que vai despertar interesse a qualquer jogador. Graficamente, o jogo também se torna interessante devido ao desenho das personagens. Não havia forma de os fazer ainda mais fofos definitivamente e, o facto de nos interligarmos facilmente com eles faz com que tudo seja melhor ainda. Por outro lado, temos o som. É óbvio que não é das melhores bandas sonoras que ouvi em jogos, mas desperta um lado interessante. A forma como se liga com toda a história é algo que vai deixar o jogador arrepiado. Ouvir uma música triste quando as personagens estão tristes, ouvir uma música alegre quando estão felizes ou ouvir uma música calma quando estão em paz consigo mesmo é algo de espetacular. Por fim, gostava de dizer que como se trata de um jogo focado na história é bastante curto. São apenas 3 a 4 horas de jogo, mas são completamente deliciosas.

Resta concluir que, A Fold Apart é um jogo com uma história emocionante e com uma mecânica de puzzle diferente do habitual. Qualquer jogador que se interesse por jogos que têm como principal base a história deverão jogar esta pequena pérola que se encontra escondida, pronta para ser descoberta e abraçada por cada um de vós.

Nota Final: 8/10

A Fold Apart está disponível para PC e MAC (via Steam),  Nintendo Switch (versão testada), PlayStation 4 e Xbox One


Obey Me – Gameplay primeiros minutos (Tutorial)

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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