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Análise | Joe & Mac: Retro Collection – Entre dinossauros e píxeis

Joe & Mac: Retro Collection reúne três clássicos de plataformas da era SNES, com extras nostálgicos e algumas limitações que resistem ao tempo.

 Joe & Mac: Retro Collection

Jogo: Joe & Mac: Retro Collection
Plataforma Disponível: PC, PlayStation 5,Nintendo Switch,Nintendo Switch 2, Xbox Series
Plataforma testada:  Nintendo Switch 2
Desenvolvedor: Red Art Games
Editora: Red Art Games

 Joe & Mac: Retro Collection

A nostalgia tem um poder especial, sobretudo quando envolve dinossauros, cavernas e jogos de plataformas da era dos 16 bits. Publicada pela Red Art Games, a Joe & Mac: Retro Collection reúne três aventuras originalmente lançadas para a Super Nintendo, permitindo revisitar uma época em que a dificuldade nem sempre era justa, mas a diversão raramente faltava.

O pacote inclui Joe & Mac: Caveman Ninja, Congo’s Caper e Joe & Mac 2: Lost in the Tropics, acompanhados pelas versões norte-americanas, PAL e japonesas, incluindo a edição sem censura de Caveman Ninja. Há ainda funcionalidades modernas como gravações rápidas, retrocesso da ação, filtros CRT, molduras personalizadas e opções de apresentação. O novo modo Boss Rush, que encadeia os confrontos finais dos três jogos, acrescenta algum conteúdo, embora não transforme a coleção numa experiência inteiramente nova.

O primeiro Joe & Mac é um jogo de ação cooperativo directo, com dois homens das cavernas a combater criaturas pré-históricas para resgatar mulheres raptadas. Os gráficos coloridos e as animações exageradas continuam a ter charme, mas a idade também se faz sentir. Os inimigos reaparecem fora do ecrã, a saúde torna-se escassa e certos confrontos, incluindo o do T-Rex, repetem-se demasiadas vezes. A opção de fogo amigo no modo B também pode transformar uma sessão cooperativa numa discussão entre amigos.

 Joe & Mac: Retro Collection

Congo’s Caper muda de ritmo e aposta mais nas plataformas do que no combate. Congo, um híbrido de macaco e homem das cavernas, perde a sua forma humana quando sofre danos, recuperando-a através de gemas vermelhas. A transformação acrescenta uma camada interessante à exploração, enquanto os níveis curtos e os saltos exigentes mantêm a aventura dinâmica. Há boas ideias, como um vampiro formado por vários morcegos que precisam de ser atingidos individualmente, embora algumas secções, incluindo os fantasmas impossíveis de evitar, sejam frustrantes.

A melhor apresentação pertence a Joe & Mac 2: Lost in the Tropics. O mapa permite escolher caminhos, os dinossauros podem servir de montada e a aldeia introduz elementos ligeiros de RPG, com moedas para comprar melhorias e presentes para conquistar as habitantes locais. A pixel art é mais detalhada e os confrontos têm mais espectáculo, mas a aventura é curta e pouco exigente, sobretudo com o recurso ao retrocesso.

A coleção inclui ainda uma galeria de arte, uma jukebox e reproduções digitais das caixas, cartuchos e manuais originais. São extras bem-vindos, embora entrevistas e material sobre o desenvolvimento tivessem enriquecido a preservação histórica. Na Nintendo Switch e na Switch 2, estas aventuras funcionam particularmente bem em sessões portáteis.

 Joe & Mac: Retro Collection

No fim, Joe & Mac: Retro Collection é uma compilação competente, com três jogos distintos e ferramentas úteis, mas também com limitações que a nostalgia não consegue apagar.

Nota: 6,5/10

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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