Superliminal – Análise [Nintendo Switch]

Superliminal finalmente chegou à consola da Nintendo, depois de ter feito furor no final do ano passado. Mas será que é assim tão bom como se apresenta?

Superliminal

A mecânica básica de Superliminal é relativamente simples. Estamos a falar de um jogo em que se há algo importante é mesmo a noção de perspectiva. Qualquer objecto em que tocamos e podemos mover para outros locais, pode ser colocado em perspectiva de forma a fazê-lo ficar mais pequeno ou maior, de forma a que sirva como chave para algum quebra-cabeças que estamos a resolver. Além disso, pode existir alguns objectos que temos intenção de pegar ou apenas estamos a olhar para os mesmos, e que acabam por nos enganar. Por exemplo, a certo ponto estava a utilizar um dado como plataforma e vi outro encostado a uma parede e, naturalmente, pensei que poderia estar relacionado com a solução da secção. Enganei-me por completo, já que na realidade era um dado pintado numa parede de forma a que parecesse estar lá.

Parece uma mecânica interessante à primeira vista e, pode fazer qualquer um perder a mente por alguns momentos. Se os quebra-cabeças estão bem desenhados e fazem o jogador pensar e observar tudo em seu redor para encontrar a mais pequena das pistas? Sim, é verdade. No entanto, a verdade é que mesmo sendo um conceito bastante interessante e inovador, é também um jogo propicio a erros de uma maneira parva. A quantidade de vezes em que fiquei “empancado” em algum sítio ou área por causa de problemas de física do jogo ou, até mesmo problemas a níveis gráficos são incontáveis. Pensei que se tratasse de um problema da versão testada, mas, a realidade é que todas as versões do jogo têm este problema e pode levar o mais calmo dos jogadores a ficar bastante chateado com o jogo.

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Superliminal

No entanto, se existiu um jogo com que comparei Superliminal várias vezes foi Portal. Especialmente, a nível de história. Durante a pouca história que encontrei ao longo do jogo, sentimos a todo o momento que estamos a ser testados num mundo de fantasia, onde ouvimos a voz do Dr. Glenn Pierce, que 99,9% das vezes só está lá para nos incomodar, dar informações inúteis e em nada ajudar ou ouvimos a voz de uma inteligência artificial feminina. Esta última é talvez das personagens mais interessantes, especialmente pela forma como fica irritada com a nossa personagem por não estarmos a levar o sonho como deveria ser de esperar. É uma história pequena e interessante que, a certa altura, vai fazer-nos sentir a pele da personagem principal e que estamos só mesmo a sonhar.

Os departamentos gráficos e sonoros, por outro lado, estão de parabéns. Sim, já referi que por vezes podem existir alguns erros gráficos. No entanto, é um jogo bonito. É impossível negar isso. Andar por um hotel quase infinito sem olhar para tudo o que é lado, mesmo que estejamos à procura de algo, é mesmo impossível porque ficamos sempre a admirar algo. Por fim, a banda sonora é fantástica, conseguindo-se manter calma a maioria do tempo e aumentando quando necessário, estando assim em harmonia com a jogabilidade.

Superliminal

Resta concluir que, Superliminal como algo conceptual funcionaria melhor. No entanto, mesmo tendo algumas falhas a nível de mecânicas e às vezes graficamente (mesmo que sejam belos gráficos aqueles que nos mostram), consegue ser um jogo capaz de agarrar o jogador do início ao fim durante as poucas mais de 2 horas que o jogo dura.

Nota Final: 6/10

Superliminal está disponível para PC, Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch (versão testada)

Agradecimentos à EvolvePR

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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