Análise | Nintendo Switch Sports Resort – Finalmente a experiência que a série merecia
Nintendo Switch Sports Resort corrige os erros do antecessor com 12 modalidades, uma Wuhu Island explorável e uma campanha a solo.
Jogo: Nintendo Switch Sports Resort
Disponível para: Nintendo Switch 2
Versão testada: Nintendo Switch 2
Desenvolvedora: Nintendo
Editora: Nintendo
Nintendo Switch Sports Resort chega com uma missão simples: recuperar a energia de Wii Sports, que celebra 20 anos em 2026, e corrigir a estreia demasiado contida de Nintendo Switch Sports, em 2022. Desta vez, a Nintendo não parece querer guardar metade do jogo para atualizações futuras. Há 12 modalidades desde o primeiro dia, uma ilha para explorar e, acima de tudo, uma campanha a solo com substância. Era precisamente isto que faltava à série.
O alinhamento mistura cinco regressos de Nintendo Switch Sports, como ténis, bowling, golfe, voleibol e basquetebol, com clássicos recuperados, entre eles boxe, tiro com arco e ténis de mesa. Há ainda quatro propostas de lazer: Power Cruising, pilotagem de avião, skateboarding e luta de polegares. A variedade é um dos maiores trunfos, embora algumas modalidades dependam bastante da precisão dos movimentos. O ténis ganha três tipos de campo e uma opção clássica mais lenta, o bowling mantém os jogos tradicionais e acrescenta desafios de 100 pinos e pistas com obstáculos, enquanto o golfe exige maior controlo. No voleibol, o ritmo está mais afinado e há um modo dedicado à música.
O boxe é um dos regressos mais interessantes, com diretos, ganchos, esquivas e guardas que dependem da posição dos pulsos. O tiro com arco pede que puxemos o comando para trás antes de disparar, e o ténis de mesa responde bem ao efeito e à direção dos remates. Já o skateboarding aproveita o modo rato dos Joy-Con 2, reproduzindo o impulso e os truques através de movimentos sobre uma superfície plana. É uma ideia engenhosa, mas menos prática quando queremos juntar mais pessoas.
A grande surpresa está em Wuhu Island. Podemos percorrer a ilha por terra, mar e ar, usando o skate, a mota de água ou o pequeno avião, e procurar pontos de interesse, fotografias e colecionáveis. Os passeios turísticos impõem um limite de cinco minutos, incentivando a repetir percursos para descobrir tudo; a exploração livre elimina o cronómetro, mas também desativa os colecionáveis. A campanha Island Crown é ainda mais importante: começamos no 20.º lugar e subimos a classificação ao derrotar adversários controlados pelo jogo em nove modalidades, até chegar ao campeão da ilha. É um objetivo concreto que dá razão para continuar a jogar mesmo sem companhia.
As conquistas, os desafios e os encontros desbloqueiam Spocco Points, usados para comprar roupa, acessórios e equipamento. A loja roda semanalmente e a personalização já não está presa ao jogo online, uma melhoria bem-vinda. Podemos escolher Sportsmates ou continuar a usar os nossos Miis, enquanto o multijogador oferece partidas locais, salas online e a Pro League. O desempenho mantém-se nos 60 fotogramas por segundo, tanto na televisão como em modo portátil, e os controlos dos Joy-Con 2 são, na maioria dos casos, consistentes. Ainda assim, há limitações: o modo de mesa não permite cooperativo local no ténis de mesa e o skateboarding multijogador exige comandos adicionais.
Ficam de fora modalidades como basebol, futebol, chambara, badminton e disco voador, e nem todos os desportos têm a mesma profundidade. Também convém deixar espaço à volta do sofá. Numa sessão mais entusiasmada, estive perto de partir um jarro cá de casa. Usem as correias dos Joy-Con 2, por favor. O jogo pode ser familiar, mas os objetos decorativos não fazem parte do modo de jogo.
Nintendo Switch Sports Resort é a versão mais completa desta fórmula, com conteúdo para jogar sozinho e boas razões para reunir família ou amigos. Não reinventa cada modalidade e algumas ausências fazem-se notar, mas chega bem mais preparado do que o antecessor. Para uma série que vive de gestos simples, é um regresso certeiro.
Nota: 8/10
Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.




