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Análise | Elden Ring Tarnished Edition – A obra-prima da FromSoftware no bolso

Elden Ring Tarnished Edition leva a obra-prima da FromSoftware para a Switch 2, com Shadow of the Erdtree e uma conversão portátil competente.

Elden Ring Tarnished Edition

Jogo: Elden Ring Tarnished Edition
Disponível para: Nintendo Switch 2
Versão testada: Nintendo Switch 2
Desenvolvedora: FromSoftware, Inc.
Editora: Bandai Namco Entertainment, FromSoftware, Inc.

Elden Ring Tarnished Edition
Elden Ring é daqueles jogos que define uma geração. A FromSoftware pegou na fórmula Souls, abriu-a ao mundo aberto e criou uma referência do RPG de ação. Na Switch 2, Tarnished Edition enfrenta outro desafio, colocar The Lands Between no bolso sem transformar a experiência numa sucessão de compromissos.

Esta edição junta o jogo base e Shadow of the Erdtree, uma expansão com dimensão de aventura independente. É fácil ultrapassar as 80 horas e, para quem explora tudo, chegar às 150 horas. Os extras exclusivos são mais modestos, com duas classes iniciais, quatro conjuntos de armadura e três visuais para Torrent. A armadura de Lucatiel, de Dark Souls II, é um mimo para veteranos, mas pouco altera a experiência.

Elden Ring não precisa de muitos truques para ser especial. O seu maior triunfo continua a ser The Lands Between, um mundo que pouco explica e muito recompensa a curiosidade. Os Sites of Grace apontam para objetivos, mas nada impede que ignores essas indicações e sigas para uma ruína ou uma silhueta no horizonte.

Elden Ring Tarnished Edition

A narrativa segue a mesma filosofia. O Elden Ring foi destruído, as Great Runes ficaram espalhadas e os semideuses mergulharam o mundo numa guerra pelo poder. Nós somos um Tarnished, um guerreiro banido que regressa para reclamar esses fragmentos e tentar tornar-se Elden Lord. A história surge em descrições de itens, diálogos enigmáticos e detalhes ambientais, com George R. R. Martin a ajudar a construir esse passado fragmentado. É fascinante, mas pode afastar quem procura uma narrativa mais direta.

A exploração continua a ser uma das maiores forças do jogo. Catacumbas, minas e cavernas funcionam como pequenos desafios, enquanto os Legacy Dungeons, como Stormveil Castle, recuperam o ADN clássico da FromSoftware, com atalhos, segredos e estruturas complexas. O problema aparece quando tentamos limpar cada canto do mapa, já que alguns mini dungeons reciclam layouts e bosses.

No combate, a flexibilidade mantém-se exemplar. Se Margit te trava, podes sair, explorar outra zona, subir de nível e regressar mais tarde. Ashes of War permitem modificar habilidades e escalamentos das armas, enquanto os Spirit Ashes oferecem uma ajuda acessível. Torrent acrescenta combate montado e liberdade para fugir de encontros no mundo aberto.

Elden Ring Tarnished Edition

Shadow of the Erdtree eleva a fasquia. O Realm of Shadow é mais vertical, interligado e opressivo, aumenta a dificuldade e acrescenta as Scadutree Fragments, novas armas e equipamento. É conteúdo de endgame com escala de jogo completo.

Na Switch 2, o desempenho é essencial. Em modo dock, o jogo aponta aos 30 FPS e próximo dos 1080p, mantendo-se estável na maioria das situações, embora existam quebras pontuais em combates mais exigentes. No modo portátil, a resolução e o detalhe descem, mas a estabilidade mantém-se semelhante. Face à PS5 e ao PC, há iluminação inferior, menor draw distance, algum pop in e efeitos menos definidos, mas a identidade visual continua intacta.

Há compromissos. A autonomia ronda as duas horas, os sticks dos Joy Con 2 têm menor curso e podem dificultar ajustes finos, e o multiplayer fica limitado às salas da Switch 2, sem crossplay.

Elden Ring Tarnished Edition

No fim, Tarnished Edition não é a versão mais bonita de Elden Ring, mas é uma conversão muito competente. Os extras são pouco mais do que um bónus, enquanto ter o jogo base e Shadow of the Erdtree numa portátil, com desempenho estável, é uma combinação difícil de ignorar. Para quem quer levar The Lands Between para todo o lado, é uma excelente forma de regressar a um clássico moderno.

Nota: 9/10

 

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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