Xbox: O futuro dos videojogos está aqui

Em plena pandemia, ficámos sem E3, a maior feira de videojogos do mundo, onde jogadores anseiam anualmente saber as muitas novidades que são apresentadas, frequentemente em primeira-mão. Com isto, o recurso a apresentações pré-gravadas parece ter dado oportunidade de haver notícias no que cada um tem desenvolvido nos últimos anos, numa altura em que estamos prestes a entrar na nova geração de consolas, onde mais uma vez a Sony e a Microsoft têm a sua própria agenda para o que querem dos seus novos lançamentos.

Muito se especulou sobre o que seria a apresentação da Xbox, quase mês e meio depois da revelação da PlayStation 5, esta que incluiu jogos e hardware (e muitos memes sobre o design da consola); onde se ouvia rumores sobre anúncios de preços e datas oficiais de lançamento da Xbox Series X e as outras consolas que ninguém sabe se são verdadeiras, os muitos jogos que estavam destinados, ou não, a serem mostrados, entre mil e uma coisas. A poucos dias da apresentação, Aaron Greenberg, director de marketing da Xbox, confirmou via o Twitter que esta seria dedicada exclusivamente aos jogos, remetendo quaisquer outros detalhes para mais tarde.

Com isto, ficámos a conhecer uma enorme variedade de jogos que irão chegar ao universo Xbox unificado pela Xbox One, Xbox Series X e o Windows PC, onde a prioridade reside em atingir o maior número de jogadores possível, independente da plataforma. Na verdade, a Microsoft tem essa vantagem sobre a Sony, tendo um ecossistema integrado através de um grande número de dispositivos. Não é por acaso que quase 90% dos computadores correm o Windows. Adicionalmente, com o Xbox Game Pass, a disponibilização imediata dos jogos first-party, e alguns third-party, no dia de lançamento, oferece uma experiência de enorme valor sem o compromisso de comprar um jogo ao preço inicial quando chegar às lojas, algo igualmente útil em jogos onde o multiplayer são uma grande componente.

A apresentação começou com um dos jogos mais antecipados pelos fãs, com as primeiras imagens do gameplay de Halo Infinite. Naturalmente, 2020 é o ano perfeito para que seja lançado um novo Halo, ainda que as primeiras reacções fossem algo misturadas. Enquanto que é ainda cedo perceber o quão longe Halo Infinite nos vai levar, já foi confirmado que o jogo será baseado num mundo aberto, mas controlado o suficiente para que não se perca o fio da narrativa linear, mas oferecendo diversas missões secundárias a serem levadas a cabo. O seu estilo clássico oferece uma nostalgia como nenhum outro jogo terá com certeza muitas novidades a serem conhecidas em breve.

Entretanto, foram apresentadas quase duas dezenas de jogos, entre eles State of Decay 3, Forza Motorsport, Everwild, Tell Me Why, Avowed, As Dusk Falls, Grounded, Psychonauts 2, S.T.A.L.K.E.R. 2, Warhammer 40,000: Darktide, Tetris Effect: Connected, The Gunk, The Medium, Phantasy Star Online 2: New Genesis e o tão aguardado Fable.

Adicionalmente, foi anunciado que Ori and the Will of Wisps (podem ler a análise aqui), irá receber uma actualização no lançamento da Xbox Series X, que irá permitir levar o jogo até aos 120FPS em 4K, dando uma fluidez ainda maior, extremamente importante num jogo de plataformas desafiante como este. Enquanto isso, o universo de The Outer Worlds irá receber o seu primeiro DLC, intitulado Peril on Gorgon, com uma nova aventura influenciada pelo noir, levando os jogadores até ao Gorgon Asteroid para investigar a misteriosa origem da Adrena-Time, ao qual incluem descobrirem novos itens, como armas, armor e perks.

Também foi dado um enorme destaque a Destiny 2 ao Xbox Game Pass já em Setembro, com acesso imediato às expansões Shadowkeep e Forsaken. Depois, no dia 10 de Novembro, poderão descarregar o novo Beyond Light, que trará ainda mais conteúdo para o jogo da Bungie, já considerado um clássico moderno. Adicionalmente, o jogo fará parte do programa xCloud, permitindo que os jogadores possam jogar Destiny 2 a partir de qualquer dispositivo móvel, sem custos adicionais.

Finalmente, foi divulgado que o modo campanha do novíssimo jogo de acção CrossfireX, cujo jogo base será free-to-play, com a campanha acessível apenas com a compra do Premium Battle Pass, com lançamento previsto para o final do ano. O jogo em si parece contar com uma narrativa explosiva, repleta de adrenalina e muitos tiroteios intensos, tudo o que gostamos num shooter.

Pouco após o final da apresentação, eis que começam a chover algumas críticas, das quais é importante abordar. No dia 16 de Julho, Phil Spencer, director da Xbox, disse num post que inicialmente, os jogos da Xbox Game Studios poderiam ser jogados na Xbox One, sem que os jogadores se sintam forçados a fazerem o upgrade para a próxima geração de forma imediata, No entanto, alguns dos jogos apresentados, ainda que não apresentassem uma data de lançamento definitiva, deixou de fora o logo da Xbox One, ficando no ar se a consola da geração actual seria, ou não suportada, pondo em questão a promessa de Spencer.

Olhando para a lista de jogos apresentados,é possível perceber que alguns deverão apenas chegar a partir do final de 2021, ou meados de 2022, considerando que poderão estar numa fase relativamente inicial no seu desenvolvimento; cumprindo efectivamente a promessa feita. Como seria esperar, a Microsoft espera que a transição seja feita quando o jogador estará preparado para o fazer, mas é impensável esperar todas as novidades sejam compatíveis nas consolas de hoje. Dito isto, efectivamente as melhores versões destes jogos poderão ser jogados na Xbox Series X, com o seu hardware incrivelmente potente já revelado, dando o salto tecnológico para o futuro.

Está provado que que a Xbox está, de facto, a dar prioridade aos jogos e os jogadores, oferecendo também os melhores dispositivos onde podem ser jogados com o seu máximo potencial, existindo títulos, como Cyberpunk 2077 e Halo: Infinite, onde a versão da Xbox Series X está incluída com a da Xbox One, nunca tendo que comprar o mesmo jogo para ambas plataformas, através do Smart Delivery; e com o Project xCloud, jogar no smartphone e no tablet, este deverá abrir novas portas para que todos possam jogar onde quiserem, com um serviço adicional de grande valor, que está incluído no Xbox Game Pass sem custos adicionais.

Numa altura em que a guerra das consolas não parece ser a mesma que as de gerações passadas, uma coisa é certa: nós consumidores, ficamos sempre a ganhar, tendo um mundo de escolhas à nossa disposição. Até lá, fiquemos a aguardar pelas novidades técnicas importantes, que deverão chegar muito em breve.


Coleção Definitiva Homem-Aranha Vol. 31 – Destino e Morte

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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