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Os vencedores do IndieLisboa 2026

11 dias de festival e centenas de filmes, a 23ª edição do IndieLisboa está a chegar ao fim; tendo contado com mais de 32 mil espectadores, número que já é superior ao total de 2025.

O filme Barrio Triste, de Stillz, venceu o Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa, no valor de 15 mil euros. A co-produção entre a Colômbia e os Estados Unidos destacou-se, segundo o júri composto por Karel Och, Rachel Daisy Ellis e Sara Bichão, pela “visão visceral e implacável de uma comunidade num momento específico da história de um país”. O júri atribuiu ainda uma menção especial a Bouchra, de Meriem Bennani e Orian Barki.

Barrio Triste, de Stillz

Na competição de curtas-metragens, o Grande Prémio EMEL (4 mil euros) foi atribuído a How to Catch a Butterfly, de Kiriko Mechanicus. O júri – formado por Gonzalo E. Veloso, Patrick Gamble e Raquel André – sublinhou o carácter “inquieto e formalmente ousado” do filme, descrevendo-o como um ensaio sobre os efeitos da fetichização. Foram ainda atribuídos dois prémios especiais, no valor de 500 euros cada, a Henry is a Girl Who Likes to Sleep, de Marthe Peters, e The Apple Doesn’t Fall, de Dean Wei.

How to Catch a Butterfly, de Kiriko Mechanicus

No panorama nacional, Cochena, de Diogo Allen, conquistou o Prémio Canais TVCine para Melhor Longa Metragem da Competição Nacional (5 mil euros). O júri – composto por Aya Koretzky, Feyrouz Serhal e Jaume Claret Muxart – destacou o filme como “uma celebração sentida” dos laços familiares e sociais. A mesma equipa distinguiu A Providência e a Guitarra, de João Nicolau, com o prémio de Melhor Realização (mil euros), e A Solidão dos Lagartos, de Inês Nunes, como Melhor Curta Metragem (2 mil euros), descrevendo-o como “um filme poético” que explora a relação entre corpo, espaço e emoção.

Cochena, de Diogo Allen

O Prémio Novo Talento McFly, que inclui serviços de pós-produção de som, foi atribuído a Coroa de Espinhos, de Francisco Moura Relvas. Houve ainda uma menção especial para XYZ, de Alexandre Alagôa.

Coroa de Espinhos, de Francisco Moura Relvas

Na secção Novíssimos, dedicada a novos cineastas portugueses, Abril de Helena, de Maria Moreira e Victor Hugooli, foi o grande vencedor. O júri – composto por Luís Campos, Rita Correia e Tobias Obermeier – destacou a “sensação de intimidade raramente alcançada no cinema”. Para além do prémio monetário de mil euros, o projeto passa a contar com apoio de promoção e venda da Portugal Film e uma bolsa de formação da Universidade Lusófona.

Abril de Helena, de Maria Moreira e Victor Hugooli

O Prémio Silvestre para Melhor Longa Metragem (1500 euros) foi atribuído a My Wife Cries, de Angela Schanelec. O júri, composto por Eva Sangiorgi, Helvécio Marins e Joana Gonçalves de Sá, elogiou a “silenciosa luminosidade” de um filme que explora profundamente as relações humanas. Na mesma secção, o Prémio Silvestre Escola das Artes para Melhor Curta Metragem (mil euros) distinguiu Lover, Lovers, Loving, Love, de Jodie Mack.

My Wife Cries, de Angela Schanelec

Por fim, o Prémio IndieMusic (mil euros), atribuído pelo júri formado por Marcos Farrajota, Vera Marmelo e Violeta Azevedo, premiou PARA VIVIR El implacable tiempo de Pablo Milanés, de Fabien Pisani.

PARA VIVIR El implacable tiempo de Pablo Milanés, de Fabien Pisani

Prémios Não Oficiais

Prémio Amnistia Internacional: Mulheres de Abril, de Raquel Freire

Prémio Árvore da Vida para Filme da Competição Nacional: P’ra Que Vivam, de Carlos Lima

Prémio MUTIM (que consagra a curta da secção Novíssimos que melhor contribua para um imaginário cinematográfico não estereotipado no cinema português): Abril de Helena, de Maria Moreira e Victor Hugooli

Prémio Universidades para Melhor Longa Metragem da Competição Nacional: Cochena, de Diogo Allen

Prémio Escolas para Melhor Filme Novíssimos: Éramos Só Putos, de João Nunes Monteiro

 

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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