Jogos – Análise: To The Moon

To The Moon, o RPG inicialmente lançado no PC em 2011, finalmente chegou às consolas domésticas. Como tal, a pergunta coloca-se: depois do sucesso que fez nos computadores pessoais, será que se mantém igual nas consolas?

A história do jogo é relativamente simples e, como se trata de um jogo que tem uma linha condutora fácil de se compreender, torna-se um jogo que qualquer um joga. Comecemos então pela história. Johnny, um idoso às portas da morte tem um último desejo: ir à lua. Para tal, contrata Rosalene e Watts para uma missão importante, viajar nas suas memórias. Sim, durante o jogo, o objetivo é viajar pelas memorias de um idoso. Para tal, convém encontrar pequenos objetos ao longo dos fragmentos que temos acesso para chegar ao objetivo final: fazer com o pequeno Johnny se torne um astronauta de forma a poder ir à lua. Ao longo da narrativa vamos vendo várias situações importantes, desde a morte da sua mulher até à construção da casa em que nos encontramos. E, ao longo da história temos vários momentos cheios de humor, por norma, com Watts ciente de que estamos num jogo e, por vezes, faz piadas relacionadas com RPG’s e a temática das memórias que o jogo nos propõe.

Tenho que admitir que, no entanto, a jogabilidade não é a melhor. No fundo, andamos de um lado para o outro nas memórias à procura das peças para avançar para a próxima, enquanto vamos assistindo a alguns diálogos entre personagens-chaves na vida de Johnny. Quando encontramos as peças todas, tentamos procurar o objeto que nos vai levar à memória seguinte e, teremos que completar um pequeno puzzle, bastante simples para avançar. E depois, voltamos ao mesmo ciclo. Penso que este seja o ponto fraco deste jogo.

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Mas, se a jogabilidade é o ponto fraco, a música é definitivamente um dos pontos altos. Meu deus, que sonoridade fantástica. Quando no ecrã inicial, nos dizem que devemos utilizar auscultadores enquanto jogamos é a maior verdade que este jogo nos diz. É uma experiência completamente diferente. Experimentei jogar em modo TV e em modo portátil e bem, a diferença é notória. A música coloca qualquer jogador mais próximo da história e é como se tivesse completamente imerso no que se passa. É fantástico, e sinceramente, quem me dera que todos os jogos tivessem uma banda sonora assim.

Graficamente, é um jogo que aposta no pixelart. Mas, convém termos em conta que, esta versão já levou uma atualização nos gráficos, sendo este um port da versão HD existente no PC. Mas, os gráficos além de se integrarem bem na temática do jogo, são belos e pormenorizados. E, ao longo do jogo cada vez mais apreciamos o grafismo escolhido pelo autor do jogo e como ele se funde com a história.

Resta concluir que, To The Moon é o jogo que qualquer um vai querer jogar e apaixonar-se. É certo que é curto, já que conseguimos completá-lo em certa de quatro horas, mas, são quatro horas que nos vai envolver numa história que irá fazer o jogador transbordar de alegria, tristeza, melancolia e pensamentos.

Nota final: 9/10

To The Moon está disponivel para PC, MAC, Android, iOS e Nintendo Switch (versão testada)

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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