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Jogos: Análise – My Time at Sandrock (Early Access)

Cheguem para lá, florestas, ilhas e quintas. Está na altura de plantar umas batatas no deserto. Vindo directamente de Chongqing, na China, a Pathea Games desafia os jogadores a enfrentar o calor, as tempestades de areia e os perigos do deserto em My Time at Sandrock.

My Time at Sandrock leva-nos a sítios já conhecidos pelos veteranos de Stardew Valley ou Story of Seasons. Tal como o seu predecessor, My Time at Portia, este jogo de simulação consiste na formação de uma nova civilização pós-apocalíptica. Afastando-se da formulaica construção de uma quinta, My Time at Sandrock transporta os jogadores para um deserto – não descurando, ainda assim, a vida agrícola.

O objectivo de My Time at Sandrock é simples: receber pedidos dos habitantes de Sandrock, minar materiais e construir os objectos requisitados. Neste processo, a cidade cresce, as personagens vão-se dando a conhecer melhor e laços vão-se formando. Os jogadores poderão explorar as áreas circundantes de Sandrock, onde encontrarão inúmeros recursos à sua disposição, e para ingredientes mais específicos, como certos minérios, é possível aceder a minas, constituídas por vários andares de um shopping abandonado.

O jogo dispõe de uma mão-cheia de armas e ferramentas para a colheita dos recursos, que podem depois ser processados nas devidas máquinas para serem posteriormente usados na construção de diversos objectos. Este sistema de processamento e construção é bastante complexo, e organizar os recursos de modo a perceber o que falta nem sempre é imediato. Ainda assim, o gameplay loop é interessante, e é um orgulho ver os objectos ganhar forma à medida que lhes vamos acrescentando os materiais.

Responder aos pedidos de Sandrock permite à cidade crescer e ganhar mais vida. Os habitantes são carismáticos, suportados por locuções bastante consistentes. Sandrock possui vários serviços, e entre lojas, um museu, um arcade, um centro de investigação, uma estufa, e outros, os diversos projectos onde se pode investir acabam por não ser rotineiros.

A par com isso, uma selecção de solteiros e solteiras está disponíveis para criar laços romântico, numa já habitual fórmula de bombardeamento de presentes até a nossa fixação pela personagem escolhida ser recíproca. Responder a pedidos complementares à história principal também alimenta as relações, incentivando estas interacções.

E como um jogo de simulação não pode existir sem a sua costela costumizável, My Time at Sandrock oferece a possibilidade de construção e decoração do lar, usando o sistema de crafting ou comprando em lojas os mais variados itens com as mais variadas paletas de cor. As opções de expressão individual são inúmeras, permitindo aos jogadores sentirem-se em casa no meio do deserto árido de Sandrock.

My Time at Sandrock segue uma formula já conhecida mas que continua a dar frutos. Se os bosques de Stardew Valley e as ilhas de Animal Crossing: New Horizons já cansam, podem encontrar no deserto de Sandrock uma alternativa bastante bem pensada e desenvolvida. My Time at Sandrock pode não trazer muita coisa nova à mesa, mas a sua consistência numa fase Early Access já é tão sólida que só podemos acreditar que será um título que conquistará uma boa posição no ranking deste género.

My Time at Sandrock (Early Access) está disponível para PC (Steam e Epic Games)

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