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Ronda de Análises: Blue Fire, Gal*Gun Returns, Kowloon High-School Chronicle e Undermine

Hoje trazemos mais uma ronda de análises a videojogos. Aqui, iremos apresentar entre três a cinco jogos, e pequenas análises sobre os mesmos. Os jogos desta vez serão Blue Fire, Gal*Gun Returns, Kowloon High-School Chronicle e Undermine.

 

Blue Fire (PC e Nintendo Switch) – Disponível agora

Blue Fire

Blue Fire é um daqueles jogos que teve sucesso instantâneo. Mal foi revelado num evento digital para jogos independentes que se tornou um dos jogos mais esperados deste início de ano. E a expectativa que o rodeava cumpriu-se desde o primeiro momento.

Preparem-se para embarcar numa jornada no reino de Penumbra e descubram os seus segredos. Explorem templos e encontrem sobreviventes com o simpático guerreiro da Luz. Se há algo que chama logo à atenção para este jogo é mesmo a sua personagem principal, já que está sempre calada e pronta a atacar, lembrando um pouco Link de The Legend of Zelda.

Por falar da série da Nintendo, a verdade é que se nota perfeitamente que Blue Fire bebeu bastante inspiração da série, especialmente em termos de locais que exploramos. Também podemos atribuir em parte, inspiração a outro clássico independente, Hollow Knight. Todo o território e ambiente assemelha um pouco a este jogo, não lhe tirando, no entanto, identidade.

Além disso, é um jogo que se assume difícil. É um jogo de plataformas? Sim, mas é preciso muito cuidado. O salto tem que ser cronometrado e feito com o maior rigor possível, porque se não podem dizer adeus a essa vida e iniciar outra vez o nível de início, mostrando-se assim impiedoso.

Resta apenas concluir que, Blue Fire é um jogo divertido e cheio de surpresas para os jogadores explorarem, mostrando-se também ser um forte candidato a jogo independente do ano que começa.

Nota Final: 8/10

 

Gal*Gun Returns (PC, Nintendo Switch e Xbox Series) – Disponível dia 12 de Fevereiro

Galgun

Mudando agora um pouco de assunto, trazemos Gal*Gun Returns, um jogo completamente bizarro, mas capaz de agradar a uma audiência muito especifica: os fãs de cultura japonesa.

Neste jogo híbrido entre jogo de tiros on-rails (dois grandes exemplos deste tipo de jogos são os jogos das antigas House of The Dead e Time Crisis que agarraram muitos jovens às arcadas) e de visual novel, temos que controlar um protagonista que foi cravado de setas por um cupido. Com isto, torna-se apetecível a todas as raparigas e tem que escapar delas, enquanto tenta confessar o seu amor por uma especifica.

Uma história um pouco estranha, correto? Em termos de história também não há muito mais para falar, apenas que podemos escolher entre quatro raparigas para conquistar e andar aos tiros a quantas mais, mostrando por vezes partes menos próprias.

Resta concluir que, Gal*Gun Returns é um jogo para apenas algum tipo de pessoas, sendo também evidenciado pelas animações que aparecem ao longo do jogo. No entanto, mesmo para esses curiosos, apenas se forem realmente fãs é que vale a pena jogar, pois é um jogo que não traz nada de novo.

Nota Final: 4/10

 

Kowloon High-School Chronicle – Disponível ainda em 2021

Kowloon

Continuando na vertente japonesa dos jogos, temos em Kowloon High-School Chronicle um caso especial. Estamos perante uma remasterização de um jogo de 2004, que nunca tinha saído do Japão.

A história que nos contam é a de Kuro Habaki, que se infiltra na Kamiyoshi Academy como estudante transferido, quando na realidade é um caçador de tesouros. O seu objetivo? Descobrir uma ruína misteriosa enterrada por baixo da escola. Para tal, utiliza a ajuda dos seus amigos da escola para começar a descobrir estes mistérios e segredos.

A verdade é que, não há muito para dizer sobre este jogo. Trata-se de um jogo bastante antigo da Atlus (famosa por Shin Megami Tensei e Persona) e onde encontramos características tradicionais assentes aos seus jogos, nomeadamente a componente social e a parte de RPG. A única coisa que pode parecer mais estranha é mesmo ser uma aventura completamente na primeira pessoa. Porém, temos sempre cenas com personagens animadas em 2D, mudando o pouco o aspeto do jogo.

Resta concluir que, este é um daqueles jogos que vale a pena experimentar, nem que seja pela história que envolve a peça de software em si.  Continua a ser uma prova de que os melhores RPG’s são feitos no Japão, na sua maioria.

Nota Final: 7/10

 

Undermine (PC, Xbox One, Nintendo Switch e PlayStation 4) – Disponível a 11 de Fevereiro

UnderMine

Para terminar esta ronda de análises, voltamos a falar de um roguelike. Provavelmente, o leitor já deve estar farto deles, mas, este UnderMine tem algo de especial.

Em UnderMine controlamos infinitas personagens! Sim, infinitas porque quando morremos, não voltamos à vida por uma razão parva qualquer. O que acontece é que aparece uma nova personagem para ir na demanda de descobrir os segredos de UnderMine.

Preparem-se para combater e investigar várias cavernas, enquanto mineram ouro para utilizarem de forma a melhorar o vosso equipamento. Também podem estar preparados para imensas batalhas que vão deixar-vos chateados e sem entender como vencer.

Além disso, existe algo que necessito de dizer: tenho que voltar a referenciar The Legend of Zelda, já que o desenho das cavernas é muito semelhante. Não digo isto como uma coisa má, pois fez-me ainda mais divertir-me durante o jogo e tentar avançar o máximo que conseguisse para completar o mesmo.

Resta concluir que, UnderMine não é um roguelike como os outros. Neste caso trás uma proposta que, mesmo que não seja inovadora, acaba por fazer com que os jogadores se agarrem ao mesmo.

Nota Final: 7/10

 

Ficha Técnica

Blue Fire

Desenvolvedor: ROBI Studios

Distribuidor: Graffiti Games

Gal*Gun Returns

Desenvolvedor: Inti Creates

Distribuidor: PQube

Kowloon High-School Chronicle

Distribuidor: Arc System Works/ PQube

UnderMine

Desenvolvedor: Thorium

Distribuidor: Thorium Entertainment

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