Ronda de Análises #3: Superhot MCD, Towaga Among Shadows, Panzer Paladin

Hoje trazemos mais uma ronda de análises a videojogos. Aqui, iremos apresentar entre três a quatro jogos onde serão escritas pequenas análises sobre os mesmos. Os jogos desta vez serão Panzer Paladin, Towaga: Among Shadows e SUPERHOT: MIND CONTROL DELETE

Panzer Paladin

Panzer Paladin

De vez enquanto, surgem jogos que é notável o quão baseados em séries consolidadas de videojogos são. Um dos grandes exemplos é a série MegaMan que já teve vários jogos notoriamente baseados na mesma, como o infame Mighty Nº 9 e Azure Striker Gunvolt. Neste caso, também é possível inserir neste grupo de jogos, este Panzer Paladin.

Em Panzer Paladin controlamos Flame, um ciborgue que também pilota Grit, um robô. Se há algo que me surpreendeu foi o facto de durante as cenas brilhantemente animadas em Pixel Art, é possível verificar que Grit tem sentimentos e pensa por si. E se as cenas animadas em pixel art já me fez adorar o jogo, o facto de estarmos a jogar algo em 8bits faz logo o meu fã retro vir ao de cima. No entanto, tenho que admitir que durante o jogo senti que se tratava apenas de uma aventura de plataformas completamente normal, até que chegamos aos restantes modos.

Panzer Paladin

Para começar, durante o jogo utilizamos várias armas que até podemos atirar aos inimigos, mas onde brilhamos mesmo é na opção “Blacksmith”, onde podemos criar as nossas próprias armas e depois utilizá-las durante o jogo, o que acaba por tornar tudo mais divertido. Também temos o modo speedrun (para completar os niveis o mais rápido possível) e o modo remixed story mode, onde voltamos a jogar a história com alguns elementos que aumentam a dificuldade. No entanto, a estrela deste jogo é mesmo o modo torneio, onde lutamos contra todos os chefes do jogo de seguida, no melhor estilo boss rush.

Resta concluir que, Panzer Paladin pode trazer uma história básica, mas, ganha nas mecânicas e nos gráficos que oferece, além das opções de jogo que irão dar bastante trabalho ao jogador para completar todas.

Nota Final: 7/10

Vejam  o nosso gameplay:

Panzer Paladin está disponível para PC e Nintendo Switch

Towaga: Among Shadows

Towaga: Among Shadows

Towaga: Among Shadows é daqueles raros jogos pelo qual me apaixonei pelos visuais antes de sequer começar a jogar. A animação deste jogo transborda a clássicos da animação 2D e até chega a lembrar algumas das animações que o Cartoon Network passava durante o dia no seu canal de televisão no início da década de 2000.

Neste jogo, temos que aprender a controlar a luz de forma a exorcizar hordas de criaturas que nos querem desfazer. Só apenas com a nossa habilidade e perseverança que irrá ser testada é que iremos conseguir sobreviver nos variados cenários que nos são apresentados, como templos ou até mesmo selvas.

Towaga: Among Shadows

De certa maneira, já falei dos gráficos, mas não posso deixar de realçar que são eles que tornam o mundo em que viajamos mais mágico do que é. Isso e a banda sonora que acompanha o jogador, que de certa maneira acaba por ser uma parte integrante do universo jogável.

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Em termos de jogabilidade, temos que descobrir ataques devastadores e aumentar a nossa habilidade para podermos derrotar Metnal the Voidmonger e a sua Legion of Darkness. Em termos de ataques, está no ponto mas o facto de existir pouca mobilidade durante o jogo, pode acabar por aborrecer um pouco o jogador.

Resta concluir que, Towaga: Among Shadows é uma aventura quase perfeita que qualquer fã de animação 2D deverá jogar. O jogo incentiva-nos a avançar cada vez mais e é daqueles casos em que por vezes não damos fé do tempo passar.

Nota Final: 8/10

Vejam  o nosso gameplay:

Towaga: Among Shadows está disponível para PC, Nintendo Switch e Apple Arcade

SUPERHOT: MIND CONTROL DELETE

SUPERHOT: MIND CONTROL DELETE

Este que vos escrever quer confessar-vos algo: para mim, escrever sobre SUPERHOT é uma tarefa bastante complexa. Desde que o primeiro jogo foi anunciado que tenho um estranho fascínio por esta série. E, depois de na segunda versão do jogo termos estado ligados à realidade virtual, eis que chega SUPERHOT: MIND CONTROL DELETE e muda novamente o jogo todo.

Continuamos a utilizar a mecânica do slow-motion e dos inimigos só caminharem ou utilizarem algum objeto para nos atacar quando nós nos movemos, mas, ao invés de termos apenas uma vida agora temos três.  Portanto, continuamos a ter violência gratuita e de forma espetacular e, como uma espécie de bónus, também temos mais e mais oportunidades.

SUPERHOT: MIND CONTROL DELETE

Em termos de jogabilidade, continuamos de forma igual. Violência gratuita, mas agora com mais armas. Temos virtualmente de tudo para atacar os nossos inimigos que, como de costume, estão sempre em maior número do que nós. Até sapatos podemos utilizar como arma para verem, tornando-se assim até mais desafiante o jogo, dependendo das armas que escolhemos para dominar os nossos inimigos.

Por outro lado, a história continua a ser subtil. Ela está lá, está certo, mas apenas os mais atentos é que vão reparar nela. Especialmente, na sequência inicial em que fazem um “final falso” magistral por parte dos desenvolvedores.

Resta concluir que, SUPERHOT: MIND CONTROL DELETE é daqueles jogos que, ou vão adorar ou vão odiar. Adorar porque é criativo na forma como executa tanta violência e odiar porque não conseguem entender o que se passa dentro do jogo. Além disso, é fantástico como este jogo tem quatro vezes mais conteúdo que o original, tornando-se assim uma “aventura” de jogar e chorar por mais.

Nota Final: 9/10

SUPERHOT: MIND CONTROL DELETE está disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One

 

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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