“Orangeblood” é o JRPG do ano? (Análise)

Orangeblood, o jogo da Grayfax Software, é daqueles jogos que me “caiu no colo” sem estar à espera e que, por sinal, foi amor à primeira vista. Primeiramente, é necessário ter em conta que sou um fã de JRPG’s. Falar de jogos como Final Fantasy, Kingdom Hearts, Persona e Pokémon é algo que faço com bastante regularidade e procuro sempre encontrar novos jogos para saciar a “sede” de jogar algo do género. Mas, será que Orangeblood foi a experiência que esperava?

Para começar, a história é algo que não estava à espera. Sabia que era um jogo de gangues, mas não sabia como se ia desenrolar tal história e deixou-me espantado. Mas vamos por partes. A história que nos contam é que Vanilla, a nossa personagem principal é uma prisioneira da guerra dos gangues a quem foi oferecida a liberdade se completar uma missão. Para completar a missão, Vanilla tem que juntar pessoas de sua confiança para construir a melhor equipa possível para completar a missão. Ao longo da história pode é ocorrer um pequeno problema, nomeadamente o facto de podermos ter de causar a destruição por toda New Koza, a ilha futurista onde o jogo se passa. E, tenho que admitir que é hilariante ver Vanilla a regressar a New Koza e, a entender que, durante o tempo que esteve ausente, a ilha evoluiu e até a guerra de gangues mudou por completo e, agora, teria que voltar a ganhar o seu lugar.

Algo que também me deixou intrigado foi o sistema de batalha. É óbvio que o que temos de defrontar são membros de gangues e, como estamos numa cidade futurista, também pode acontecer pequenos confrontos com robôs (que por sinal tem o tlintar de metal perfeito). Como combater estes inimigos? Com uma porradona de armas diferentes. Especialmente armas de fogo, o que num jogo por turnos pode ser considerado um pouco estranho. Para quem está habituado a feitiços e a espadas e arcos por tudo o que é sítio, o facto de agora poder disparar armas é uma lufada de ar fresco. Não se enganem, continuam a existir mecânicas de habilidades que poderemos considerar feitiços, mas, procedem de forma diferente.  E, o facto de o jogo fazer com que as armas sejam diferentes e os itens que encontramos, na mesma área, dependendo da nossa morte é algo de fantástico. Para ser honesto, acho que deixa qualquer um pasmado com o equipamento que pode encontrar.

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Gostaria também de dar destaque à música do jogo. Estamos a falar de música inspirada em hip-hop dos anos 90. Mesmo não sendo muito fã do género, consigo ver como se enquadra no ambiente do jogo. Um jogo 2D em que controlamos membros de um gangue, contra outros gangues? A escolha musical é definitivamente esta. E, posso garantir-vos ainda que a música faz-me querer jogar cada vez mais. Esta de tal maneira embutida no jogo que faz qualquer um ter vontade de causar o caos em New Koza com Vanilla e os seus companheiros. Um trabalho de mestria tenho que admitir. Destaque especial para duas músicas em específico, nomeadamente “Deep Blood” e “Freakmode” que me ficaram na cabeça durante dias a fio e, tomaram posição nas minhas listas de reprodução.

Resta concluir que, Orangeblood foi uma bela surpresa que recebi este ano. O facto de o jogo ter sido desenvolvido por apenas uma pessoa ainda melhora mais esse factor. Se todos os jogos independentes que forem lançados este ano tiverem a mesma qualidade que Orangeblood, posso garantir-vos que vamos ter um belo ano.

Nota final: 8/10

Orangeblood será lançado a 14 de Janeiro para PC via Steam (versão testada). Mais tarde será lançada a versão Nintendo Switch.

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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