Jogos: Stela – Análise

Quando Stela me apareceu pela primeira vez à frente pensei que talvez fosse um jogo similar a Limbo e a Inside, onde percorremos uma história linear e, ao longo do caminho vamos resolvendo alguns puzzles ou escapamos de inimigos. Por um lado, adorei Limbo mas, será que gostei de Stela?

Este jogo é vendido como um jogo de plataformas cinematográfico e, conta a história de uma mulher que, sozinha, tenta encontrar um lugar seguro num mundo pós-apocalíptico. Pelo menos, foi o que a SkyBox Labs tentou demonstrar já que, excluindo em pequenos (mas mesmo muito pequenos) momentos, não existe qualquer informação de quem somos, do que fazemos, ou sequer para onde nos dirigimos.

O jogo, em termos de jogabilidade, também não é a melhor coisa que vi, tenho que admitir. A maioria do tempo apenas colocamos o analógico na posição para a direita e siga caminho, mas, quando temos de agarrar objetos ou até mesmo saltar, é o verdadeiro pesadelo. São talvez os controlos menos responsivos que presenciei nos últimos tempos. Falhar saltos porque o jogo não detetou a tecla é das coisas mais frustrantes que podemos ter. Além de que andar a segurar o mesmo botão durante imenso tempo é capaz de deixar o jogador aborrecido.

No entanto, nem tudo é mau neste jogo. Tal como referi acima, é um jogo de plataformas cinematográfico e, por isso mesmo, existe algo que se destaca em termos técnicos. Naturalmente, o que falo são os gráficos. Stela é dotado de um conjunto de gráficos diferentes do habitual e, nota-se que a SkyBox Labs se esforçou neste campo. É possível distinguir todas as personagens no ecrã e, além disso, existem momentos que de deixar qualquer jogador boquiaberto. Lembro-me assim muito de repente de um momento em particular: Estamos debaixo de fogo, onde são disparadas várias setas inflamáveis. Vê-las a serem lançadas, criando um espetáculo de luz imenso é qualquer coisa de fantástico, mesmo sabendo que provavelmente estaria em perigo se não me escondesse atrás do objeto mais próximo.

  Jogos: Análise - Exit The Gungeon

Sim, assumo que a arte do jogo é realmente bonita. Mas, não é só através disso que o jogo pode viver. Especialmente quando o som é atroz. Quando jogo um jogo deste gênero, além dos gráficos, o que poderá fazer com que me sinta imerso no jogo, é o som. Mas, neste caso em específico, o som falha por completo. Tenta dar um toque ainda mais cinematográfico ao jogo, já que por exemplo, quando estamos a ser perseguidos o som aumenta, ou quando estamos a tentar esgueirarmo-nos por entre inimigos, é muito leve. Mas, ao não se manter um som bastante uniforme, acaba por não criar um sentimento de imersão.

Resta concluir que, Stela seria um bom jogo se não falhasse completamente na categoria técnica e em termos de história. Além disso, quando disseram que se tratava de uma experiência cinematográfica, não estavam a brincar já que o jogo apenas dura cerca de 1h45. Um jogo que tinha muito para dar, mas que apenas trouxe designs bonitos, o que é pena.

Nota Final: 4/10

Stela está disponível para  Apple Arcade, Xbox One, PC e Nintendo Switch (versão testada)

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

You may also like...

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *