Jogos: Ronda de Análises #4: Ageless, Crosscode, Kingdom Rush

Hoje trazemos mais uma ronda de análises a videojogos. Aqui, iremos apresentar entre três a quatro jogos onde serão escritas pequenas análises sobre os mesmos. Os jogos desta vez serão Ageless, Crosscode e Kingdom Rush

Ageless

Ageless

A Team17 em conjunto com a One More Dream Studios desta vez presenteou-nos com Ageless, um jogo de plataformas que nos traz uma proposta diferente do habitual.

Neste jogo, que se passa num mundo de magia, seguimos a história de Kiara que partiu numa jornada para se descobrir a si mesmo. Além disso, estamos armados com um arco mágico que poderá envelhecer e rejuvenescer a fauna e flora que se encontra à nossa volta. O mais fantástico e intrigante nesta proposta que o arco nos oferece é mesmo o facto de eles nos ajudar a navegar no mundo, já que podemos resolver problemas com o mesmo. Por exemplo, a certa altura podemos fazer com que uma planta fique novamente mais pequena, quase como se estivesse a acabar de nascer, para alcançarmos outra plataforma ou, até  mesmo fazer um animal envelhecer o suficiente para fazer com que um bloco  de pedra se parta com o peso do mesmo.

Ageless

E sim, o ponto fulcral do jogo é mesmo o arco que tem poderes temporais nos nossos inimigos ou plataformas que podemos utilizar e, grande parte da jogabilidade encontra-se centrada neste pormenor. No entanto, o facto de conseguirmos combinar precisão com a resolução de problemas faz com que se torne um desafio interessante.

Gostaria também de referir que temos um trabalho fantástico a nível gráfico, já que mesmo sendo um jogo que lembra muito o grafismo de 8-bits, a verdade é que sentimos sempre vontade de explorar tanto o universo, como a história em que estamos envolvidos, especialmente porque, a maioria das personagens que vamos encontrando ao longo da história tem a sua importância para a história e até as suas próprias histórias para contar.

Resta concluir que, Ageless conta uma história emotiva e traz uma nova forma de vermos os jogos de plataformas. As personagens são uma delícia e há sempre algo novo para descobrir, quer estejamos a jogar pelos cenários, quer pelas personagens.

Nota Final: 7/10

Ageless está disponível para Nintendo Switch (versão testada) e PC

 Agradecimentos à Team17

 

Crosscode

Crosscode

Crosscode é um jogo especial, especialmente pela forma como foi construído inicialmente. Quando foi inicialmente lançado para PC, um dos atrativos do jogo foi que tinha sido completamente desenvolvido em HTML5, o que por si só é algo de especial. Mas e agora com esta transição para as consolas, como se terá safado a obra da Radical Fish Games?

Para explicar um pouco o conceito de Crosscode, podemos dizer que a história do jogo por si mostra grande parte das inspirações deste RPG: os jogos de 16bits da SNES e os primeiros RPGs da PlayStation. Neste mundo de ficção científica, seguimos a história de Lea uma jogadora de CrossWorlds, um MMO. O problema de Lea é que esta não tem memória e é muda, tentando agora voltar a ganhar a sua memória, descobrindo pelo caminho os mistérios que rodeiam CrossWorlds.

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E é assim que estamos preparados para um jogo capaz de fazer qualquer um “jogar e chorar por mais”, já que é uma aventura capaz de deixar o jogador que não costuma jogar RPGs agarrado. Para começar é tudo nostálgico: a história, os gráficos (que na realidade são detalhados e cheios de belas animações) e a música que é inspirada em JRPGs, sendo até gritante a inspiração.

Crosscode

Por outro lado, em termos de jogabilidade é um jogo rápido em termos de combate, mostrando assim a sua verdadeira natureza de ação, já que podemos usar ataques “de perto”, como ataques “de longe”, onde usamos bolas e conseguimos fazer ricochetes de maneiras fantásticas para um jogo do gênero.

Para concluir, gostaria de responder à minha questão inicial: sim, o jogo aguenta-se perfeitamente mesmo não tendo sido usado HTML5 na programação do jogo para consolas. Utilizam um formato diferente, mas é uma cópia 1 por 1 do jogo original, mostrando assim a obra de arte que já era anteriormente a toda uma nova vaga de jogadores.

Nota Final: 9//10

Crosscode está disponível para PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch (versão testada)

Agradecimentos à PRHound

Kingdom Rush

Kingdom Rush

Depois da Ironhide Games lançar o seu jogo da coroa, Kingdom Rush, em tudo o que é plataformas mobile (ou seja, Android e iOS) e nos computadores, eis que alcançam a fronteira final, a consola híbrida da Nintendo. Terá sido este movimento tático o melhor?

Se formos a pensar bem, a base da jogabilidade é o mais simples que pode existir. É um jogo de defesa de torres, em que vamos controlando o nosso dinheiro para construir torres e fazer-lhes atualizações, enquanto somos invadidos por hordas de inimigos. Simples? Sim! O pior? É viciante, como qualquer jogo que começa por ser mobile.

O facto de termos várias torres e vários tipos de soldados ajuda bastante, já que até podemos criar bestas elementais que nos poderão ajudar contra os nossos inimigos. Especialmente se tivermos em conta que estamos a jogar uma partida em que a progressão é muito, mas muito, coerente. Nunca iremos passar de um nível para outro e sentirmos que a margem de progressão saltou de uma forma estúpida.

Kingdom Rush

Outro pormenor interessante é mesmo a nível gráfico, já que foi tudo desenhado como se de um cartoon se tratasse (com sons incluídos, digamos de passagem). Além disso, existem mais de 50 inimigos que irão lutar contra 12 heróis, heróis esses que podemos escolher um para liderar as nossas tropas, podendo levar assim a batalhas incríveis.

Por fim, gostaria de dizer que é notável o facto de Kingdom Rush estar otimizado para a consola da Nintendo. Especialmente porque podemos jogar com ecrã táctil ou até mesmo com controlos normais, tornando assim a experiência mais duradoura. Além disso, é um jogo viciante, como já foi dito, podendo assim render horas e horas de diversão.

Nota Final: 8/10

Kingdom Rush está disponível para Android, iOS, PC e Nintendo Switch (versão testada)

Agradecimentos à Ironhide Games

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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