Jogos: Röki – Análise

Röki

Röki é tido como um conto de fadas contemporâneo, que conta a história maravilhosa de Tove. Mas será isto o suficiente para tornar o jogo de estreia da Polygon Treehouses, um clássico moderno?

Explicando a história, já denunciei em cima que se trata de uma história que parece um pequeno conto de fadas baseado no folclore escandinavo, mas ao mesmo tempo é uma história bastante negra. Seguimos Tove, que desenvolveu poderes mágicos e agora tem a função de descobrir os mistérios de uma floresta mítica e uma jornada em que tem de confrontar o seu passado através de memórias, para poder salvar a sua família. E se há algo que salta logo ao olho durante este jogo são as personagens que vamos conhecendo. São deliciosas e cada uma tem alguma característica importante que irá ficar entranhada no jogador. Por exemplo, a força protetora de Tove, mesmo sendo ainda uma criança é algo completamente fascinante.

Röki

E se falamos da história, convém também falar dos gráficos e da música. A nível gráfico é um jogo belo, é impossível alguém retirar-lhe isso. Parece que estamos perante um jogo desenhado à mão e com pormenores belos. Especialmente porque, mesmo que as coisas não estejam ali, com um olhar atento conseguimos imaginar belas criaturas e paisagens, que nos passam à frente. Musicalmente, também é bastante interessante, especialmente porque nos faz sentir dentro de um conto de fadas, como é o propósito do jogo, levando assim o jogador a levar ainda mais “a peito” toda a estrutura, do que normalmente levaria.

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Além disso, existe uma peça que considero muito importante ao longo do jogo. O diário de Tove. É onde aprendemos um pouco de tudo, tanto as regiões que já visitamos, como os objetos que apanhamos ao longo da nossa jornada, mas, mais importante ainda, encontramos também informação sobre o folclore em que o jogo é baseado. Ou seja, de certa maneira estamos a aprender algo novo, enquanto jogamos uma aventura completamente misteriosa. E já que falamos em itens, também é necessário esclarecer que grande parte da jogabilidade é baseada em quebra-cabeças e em combinação de peças, o que acaba por ser desafiador para o jogador. No entanto, devo confessar que às vezes demorava mais tempo nos quebra-cabeças, porque me perdia nas paisagens mostradas ao longo do jogo.

Röki

Resta concluir que, Röki é uma aventura de aprendizagem. De aprender a lidar com vários fatores que se atravessam na nossa vida, mas, ao mesmo tempo, continuarmos a ser a criança que eramos anteriormente, enquanto viajamos por mundos de magia. Além disso, a duração da aventura (12-15) é o suficiente para ter um olhar nostálgico perante a criança que eramos em outros tempos.

Nota Final: 8/10

Röki está disponível para PC e irá estar em breve disponível na Nintendo Switch

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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