Jogos: Night Call – Análise

Night Call

Um assassino em série anda à solta em Paris e, infelizmente, vocês foram a última vítima dele. No entanto, também sobreviveram a este ataque. É este o ponto de partida de Night Call, mas será o suficiente?

Tal como disse, o nosso jogo começa quando somos atacados por assassino em série. A nossa personagem é um taxista na capital francesa e, depois de algum tempo de descanso depois da nossa experiência traumática estamos preparados para trabalhar novamente, mesmo que ainda tenhamos receio que assassino volte a vir atrás de nós e que não nos lembremos muito bem do que aconteceu na noite em que fomos atacados. No entanto, também temos a polícia à perna, que suspeita que fomos nós que cometemos uma data de crimes cruéis, mas, ao mesmo tempo, querem nos usar para descobrir quem é que aterroriza as ruas parisienses.

Night Call

O objetivo do jogo? Mais simples seria impossível! Durante sete noites, iremos andar no nosso táxi por Paris inteira a recolher pessoas e a deixá-las em outros lugares, como o trabalho de um taxista seria normalmente. Ao mesmo tempo, procuramos falar com as pessoas que transportamos e, naturalmente, encontrar duvidas que vamos colocando num painel em nossa casa ao fim de cada noite. No final, iremos descobrir o culpado ou, se realmente somos nós que ganhamos um bilhete direto para a prisão.

Portanto, temos três visões de jogo diferentes: o mapa onde podemos escolher quem vamos transportar, as conversas dentro do carro (onde podemos escolher as perguntas ou respostas que vamos dando ao longo do jogo) e, por fim, temos acesso a um quadro digno de uma série  de televisão sobre teorias da conspiração, em que o nosso personagem vai divagando ao longo dos dias, de forma a descobrir (ou não) quem é o assassino.

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Night Call

A parte mais charmosa do jogo tem de ser mesmo os passageiros que vamos apanhando enquanto conduzimos. Alguns são realmente memoráveis, como por exemplo, o agente da CIA que apanhamos várias vezes ao longo da história (se quisermos) e que, nos consegue contar algumas histórias bastantes interessantes; um sem-abrigo que conhecemos há anos e que nos vai pedindo boleia de vez enquanto, um grupo de amigos vestidos de Power Rangers completamente bêbados e, até um robô em fuga que nos explica que está a fugir porque descobriu que a raça dele iria substituir qualquer humano em termos de trabalho. No entanto, a personagem que mais gostei foi uma cinéfila tagarela que faz referências a uma porradona de filmes enquanto fala. Além disso, existe a ocasional conversa de bomba de gasolina (os operadores de caixa têm demasiado interesse em assassinos) e locais onde podemos ir buscar informações que podem ser uteis.

Resta concluir que, Night Call é um jogo diferente e que é preciso ter paciência para ler todos os diálogos para encontrar alguma informação escondida. Além disso, é necessário todos os dias olhar para o quadro de forma a descobrirmos quem é o real assassino em Paris. Uma história intrigante e capaz de deixar qualquer fã de histórias de detectives interessado ao máximo.

Nota Final: 7/10

Night Call está disponível para PC, Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch (versão testada)

Agradecimentos à Raw Fury


Teste: Microfone condensador USB ZINGYOU ZY-905 (wish.com)

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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