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Jogos: Hellpoint (Nintendo Switch) – Análise

Hellpoint

Hellpoint chegou à Nintendo Switch cheio de força e com uma história misteriosa. Estaremos perante um bom Souls-like ou será mais do mesmo?

Antes de mais, gostaria de confessar ao leitor que dar nomes como Souls-like, metroidvania e nomes deste género a este tipo de jogos, faz-me um pouco de confusão. No entanto, como são inspirados ou utilizam a mesma fórmula de jogos que a certo ponto revolucionaram a indústria faz completo sentido utilizá-los. Neste caso, Hellpoint é mesmo um Souls-like e não tem medo de esconder isso.

A nossa aventura de ficção científica é passada na estão Irid Novo, que se encontra completamente devastada por entidade interdimensionais e que são dominadas por Deus Cósmicos. Controlamos a criação do críptico Author que nos faz investigar um incidente chamado The Merge. A história do jogo acaba por ser bastante utilizada apenas como um pano de fundo e como uma desculpa para tudo o que nos pode acontecer ao longo da narrativa. No entanto, também acaba por ser uma das melhores coisas a que temos acesso ao longo do jogo.

Hellpoint

Isto porque, na realidade, a versão do jogo para a Nintendo Switch está um desastre autêntico. Além de ser um jogo muito escuro, por vezes não entendemos muito bem o que fazer. A estação espacial é enorme e perdermo-nos é muito fácil. É certo que somos convidados a explorar a mesma para encontrar os mais variados segredos que existem, mas, ao mesmo tempo, desviarmo-nos da nossa rota e jornada pode querer dizer que encontrar o caminho de volta pode demorar umas horas valentes, muito por culpa da luz que é quase inexistente no jogo.

Tenho que, no entanto, dar os parabéns pela ideia de utilizar um buraco negro em tempo real. A nossa estação está na orbita de um e este “pequeno” perigo acaba por ter um papel fundamental. Isto porque pode alterar eventos a qualquer momento, como as estatísticas de um inimigo ou o local onde se encontra, além da aparência dos chefes e alterar o momento em que somos atacados numa emboscada. Estes momentos acabam por trazer ainda mais dificuldade ao jogo, o que acaba por ser interessante ver a forma como o buraco pode influenciar toda a nossa forma de jogar. Temos armas de todos os tipos, mas também convém ser um pouco estratega para saber quando as utilizar e como utilizar. Todo esse pensamento tem que ser rápido e eficaz, pois pode significar a nossa morte a qualquer momento (e vai acontecer muitas vezes, aviso já o leitor).

Hellpoint

Graficamente, o jogo acaba por se esconder um pouco nas sombras, sendo difícil avaliar este parâmetro além do que já foi dito e em termos de jogabilidade, não há muito por onde fugir: é um Souls-like puro. Apenas gostava de também falar da parte multijogador, em que podemos passar um comando a um amigo ou familiar que nos esteja a ver jogar, ou até mesmo, pedir ajudar online tornando-se assim interessante ver como vamos interagir com outros neste universo.

Resta concluir que, Hellpoint é um Souls-like como muitos que andam por aí. Talvez os fãs de ficção cientica ou deste género de jogos gostem da ideia que é transportada para aqui, mas, fora isso, vai passar muito ao lado do mais comum dos jogadores.

Nota Final: 5/10

Hellpoint está disponível para PC, Nintendo Switch, PlayStation 4 e Xbox One

Distribuidor: tinyBuild Games

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