Jogos: Deadly Premonition 2: A Blessing in Disguise – Análise

Com um estatuto de culto, Deadly Premonition recebe agora a sua sequela através de Deadly Premonition 2: A Blessing in Disguise. Mas será que este último consegue o estatuto que o seu antecessor mantém?

Deadly Premonition 2

Para começar, gostava que observasse-mos uma coisa. Não são todos os jogos que tentam fazer o que Deadly Premonition e a sua sequela ambicionam ser: um jogo com forte inspiração nos filmes de terror e mistério de série B. Por isso, preparem-se para enredos bizarros, personagens completamente sem noção e muitos mas muitos diálogos que nos vão fazer ficar a pensar “porque raio estou eu a jogar isto?”.

Deadly Premonition 2

A história passa-se em 2005, onde o agente do FBI York e o seu “amigo especial” Zack (que na realidade é uma espécie de entidade que coexiste com York, o que acaba por fazer com vários dos diálogos que vamos presenciar são conversas entre York e…”Zack”) visitam uma pequena cidade de New Orleans chamada Le Carré. Por coincidência estava a acontecer precisamente naquela cidade um caso de um assassino em série bastante misterioso. Portanto, estamos mesmo perante uma história da série B, ou até mais baixo, já que por vezes a história toma contornos realmente hilariantes e capazes de fazer qualquer jogador pousar o comando porque não está para aturar aquilo.

Bem, e acabei de dizer o único ponto de interesse e destaque positivo do jogo, a história. Porque bem, a realidade é que estamos perante um desastre a nível técnico. Passo a explicar: graficamente parece que estamos a jogar um jogo de 2007, do inicio de vida da PlayStation3. Se o jogo tivesse sido lançado nessa altura, eu acho que seria uma obra-prima, mas não foi. Além disso, eu sei que a Nintendo Switch não é a consola mais poderosa de sempre, mas estamos a falar da consola de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, que é talvez dos jogos mais belos que vi e joguei.

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Deadly Premonition 2

A jogabilidade também não é a melhor, já que estamos a falar de um jogo que tem quebras de frames constantes e às vezes parece que estamos a jogar um jogo a 5 frames por segundo. Além de que os controlos são pesados e uma confusão às vezes. Mesmo assim, tem momentos divertidos como controlar o skate em que York se move.

No entanto, acaba por ser um jogo que divertiu bastante e que não consegui largar. Porquê? Não faço ideia mesmo. Há algo nele que puxa as pessoas. Talvez seja a história ou o desastre que na realidade é.

Resta concluir que Deadly Premonition 2: A Blessing in Disguise é um jogo que almeja ser como um filme da série B mas, na realidade é um jogo da série Z ou até pior um ZZZ.

Nota Final: 4/10

Deadly Premonition 2: A Blessing in Disguise está disponível em exclusivo na Nintendo Switch

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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