Jogos: Bridge Constructor: The Walking Dead – Análise

Bridge Constructor: The Walking Dead

A série Bridge Constructor já passou por muitas situações adversas, tendo até chegado a atravessar portais. Agora chega ao universo dos comics/ série de televisão The Walking Dead. Será um desafio interessante ou apenas um Walker?

Quando pensamos num jogo relacionado com uma série onde os Walkers são como os reais protagonistas e também o maior dos nossos problemas, pensamos em jogos de ação, tiros e que nos coloquem na pele de um sobrevivente com muita tensão à mistura. No entanto, Bridge Constructor: The Walking Dead oferece algo completamente diferente, já que estamos perante um jogo de estratégia e quebra-cabeças relacionados com pontes. Sim, não vos consigo prometer que não existem momentos de tensão (especialmente quando já estamos na mesma fase à imenso tempo) mas, ao mesmo tempo, temos também momentos muito divertidos e de puro relaxamento, algo que não é muito associado à franquia The Walking Dead.

Bridge Constructor: The Walking Dead

Mesmo que inicialmente não conheçamos grande parte das personagens, naturalmente vamos vendo aquelas mais famosas como Daryl, Michonne e Eugene, enquanto utilizamos o nosso cérebro para criar variadas construções. Especialmente porque o que se aplica neste jogo é mesmo a construção elaborada de pontes e também de armadilhas letais (principalmente para os Walkers). Portanto, temos que utilizar o nosso cérebro para encontrar formas de estarmos a salvo e utilizarmos a força da gravidade a nosso favor. A verdade é que todo este momento de pensar como nos salvar acaba por tornar o jogo ainda mais engraçado, aliado ao facto dos Walkers parecerem bonecos de trapos que caem todos de forma esquisita ou, na maioria dos casos, são completamente trucidados. Resta dizer que, a nível de jogabilidade, é realmente um jogo bastante divertido.

  Análise: Bright Memory (Xbox Series X|S)

Como seria de esperar, o nível gráfico do jogo não é de todo o mais importante. Tenho que admitir que muitas vezes o senti básico, mas, ao mesmo tempo, como tínhamos bastantes ações a acontecer no ecrã acabava por fazer completo sentido ser assim tão básico. Além disso, todas as personagens eram bastante reconhecíveis, logo não existiu grande problema nesse campo. O pior, foi mesmo em termos de música que, por vezes, pareciam dar um tom mais anedótico ao jogo. Entendo o que quiseram fazer com a fórmula, mas, ao mesmo tempo acaba por me deixar um pouco de pé atrás, já que poderiam ter utilizado as músicas e sons ambientes para criar um ambiente mais claustrofóbico.

Bridge Constructor: The Walking Dead

Por fim, gostaria de dar os parabéns pela prestação na consola híbrida da Nintendo, já que é possível jogar com controlos e com o ecrã táctil. O movimento nos controlos é perfeito e está tudo muito bem mapeado, mas, na minha opinião, é no ecrã táctil que o jogo brilha já que é necessário, em algumas situações, sermos os mais corretos no que estamos a fazer.

Resta concluir que, Bridge Constructor: The Walking Dead é uma bela adição à franquia. Atrevia-me até a dizer que é o melhor jogo baseado na série, especialmente depois de todos aqueles desastres que saíram ao longo dos anos, apenas pecando na questão sonora. Uma bela opção para os fãs.

Nota Final: 7/10

Bridge Constructor: The Walking Dead está disponível para PC, iOS, Android, Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series X, PlayStation 4 e brevemente, na PlayStation 5

Desenvolvedor: Headup Games

Publicador: ClockStone Software 

 

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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