Jogos: Análise – Pokémon Sword e Shield

Nos últimos anos por volta desta altura, a Game Freak e a The Pokémon Company têm brindado os jogadores com um novo jogo de Pokémon. O ano passado foi a vez de regressarmos a Kanto de uma forma mais casual com Pokémon Let’s Go Pikachu e Let’s Go Eevee. Este ano, finalmente temos realizado o sonho de muitos jogadores, o primeiro jogo da linha principal de Pokémon numa consola doméstica da Nintendo. Será que Pokémon Sword e Pokémon Shield concretizam as espectativas dos jogadores?

Em Pokémon Sword/Shield viajamos para uma região nova, cheia de novos Pokémons denominada de Galar. Galar é baseada no Reino Unido e por isso, durante o jogo é possível ver várias referências à sua contraparte. Uma delas é, em definitivo os ginásios. Os ginásios em Galar assemelham-se a estádios de futebol, mas, para participar é necessário ser integrado no que durante o jogo chamam “Gym Challenge”. As mecânicas de ginásio também mudaram no jogo, onde ao invés de lutarmos contra treinadores e chegarmos ao líder, agora temos que completar pequenos puzzles. É óbvio que continuamos a lutar contra treinadores, mas o facto de terem criado uma forma diferente de o fazermos, é uma lufada de ar fresco. Além disso, as novas mecânicas de Dynamax e Gigantamax, onde os Pokémons aumentam de tamanho e de poder acabam por trazer algo que faz com que as batalhas sejam mais intensas.

No entanto, além de nós existem mais personagens na competição que tem como objetivo chegar ao topo para derrotar Leon, o campeão invicto de Galar. Nessa competição temos personagens como Hop, o rival da nossa personagem e amigo de infância. O Hop seria uma personagem fantástica se não fosse um pequeno pormenor, o facto de ser chato demais para com a nossa personagem. A qualquer lado que vamos lá está o Hop à nossa espera. Por outro lado, temos outras personagens como Bede e Marnie que trazem uma frescura interessante ao jogo. Especialmente Marnie, que no fundo é a líder “não oficial” do grupo de vilões deste jogo, a Team Yell. A Team Yell tratam-se de fãs da Marnie que, no entanto, não tem boas intenções.

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Como não podia faltar, também temos que falar dos Pokémons que habitam em Galar. Temos várias caras conhecidas, tal como novas. O mais interessante é o facto de a Pokédex tem sido cortada, passando apenas a ter cerca de 400 Pokémons. No entanto, esses são os suficientes para o jogo, e trazem a profundidade devida para o jogo. Para os Pokémons, também temos o Pokémon Camp que é uma nova forma de interagirmos com eles. Mas, o mais interessante é mesmo vê-los a interagir entre si. Ver um Sylveon a interagir com um Corviknight (um dos novos Pokémons) é simplesmente delicioso. E, além das maneiras tradicionais de apanhar Pokémons, agora temos as Wild Zones que funcionam como uma pequena sandbox onde andam imensos monstrinhos de bolso prontos a serem apanhados e, que no fundo, trata-se da primeira experiência na série em termos de free roam. Para adição às Wild Zones chegaram também as raids, onde podemos apanhar Pokémons na sua versão Dynamax ou Gigantamax, na companhia de bots ou de outros jogadores conectados pela rede, tornando-se assim uma bela experiência.

Resta concluir que, Pokémon Sword e Shield depois de ter sido apupado pelos fãs, na realidade trata-se de uma experiência fantástica que qualquer jogador, dos mais novos aos veteranos, irão apreciar facilmente e passar horas a jogar.

Nota Final: 9/10

Pokémon Sword e Pokémon Shield (versão testada) encontram-se disponíveis em exclusivo para a Nintendo Switch

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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