Jogos – Análise: Giraffe and Annika

Todos os anos surgem imensos jogos de plataformas para tudo o que é consola ou PC. E, este Giraffe and Annika seria mesma coisa. Isto se não existisse um pormenor que o faz sobressair no meio de tantos jogos. Mas o que será?

Neste jogo controlamos uma menina com orelhas de gato chamada Annika. A Annika perdeu a memória e tal acontecimento acaba por nos trazer alguns momentos hilariantes, como por exemplo, a primeira vez que vemos Giraffe, o seu amigo. Giraffe também se trata de um rapaz-gato e que, tem como objetivo ajudar Annika a recuperar as suas memórias e uma coleção de jóias que a poderá ajudar a tal proeza. No entanto, a única pessoa que pode recuperar as jóias é Annika, levando a que seja apenas ela a poder entrar nas caves onde estas se encontram. Porém, sem contar muito da história, ao recuperar cada jóia vamos vendo pequenos fragmentos das memórias de Annika, o que torna a narrativa algo pura.

Em termos de jogabilidade, a realidade é que o jogo é um quanto tanto pacifista. Temos inimigos sim, mas, a verdade é que não atacamos nenhum dos inimigos durante o jogo porque não temos nenhum poder de ataque. Portanto, o máximo que podemos fazer é correr de um lado para o outro de forma a evitarmos os inimigos ou colocando obstáculos para eles não nos atacarem. Também existem atividades ao longo do jogo que podemos ir fazendo, onde ajudamos outros habitantes da terra de Annika.

Porém, existem fases de “luta” durante o jogo protagonizadas por Annika. Quando encontramos uma jóia costuma aparecer um chefe final para derrotarmos. Digo “luta”, porque é através de uma sequência de jogo de ritmo que completamos esta tarefa. No fundo, os inimigos atacam-nos com “poderes musicais” que voltamos a atirar contra eles se acertarmos na nota correta.

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E, com este pequeno pormenor, podemos falar sobre a música no jogo. Tenho que admitir que é uma das bandas sonoras que mais gosto me deu ouvir nos últimos tempos em termos de videojogos. É realmente bela a forma como fazem uma música calma e melodiosa ser propicia para um combate, levando o jogador às nuvens e trazendo-o de volta num ápice. Além disso, a música enquadra-se perfeitamente com cada momento da história.

Graficamente, trata-se de um jogo deveras interessante. Não vi nenhum erro grande durante o jogo e, talvez o que mais me irritou foi o facto de termos que desbloquear cada movimento ao longo do jogo, não nos deixando ver espaços novos antes do tempo. Mas, se o jogo não apresenta falhas aparentes a nível dos gráficos, onde realmente brilha são nas cenas em que nos apresentam a história. Todas elas são feitas no estilo de um manga, ou seja, como se estivéssemos a ler um. E, além disso, os desenhos parecem ser feitos à mão o que torna a obra ainda mais impressionante.

Resta concluir que, Giraffe and Annika foi uma bela surpresa. É um jogo de plataformas bastante consistente e com uma bela história que qualquer um pode acompanhar. A música foi definitivamente o toque que faltava neste jogo e só tenho pena que Giraffe não tenha uma participação tão grande como a que devia ter.

Nota Final: 7/10

Giraffe and Annika está disponível para PC via Steam

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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