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Cinema: Crítica – Linhas de Sangue (2018)

Linhas de Sangue reúne 54 atores, 23 bandas e 2 realizadores no filme que promete ser o maior blockbuster português de todos os tempos. Vais perder este momento histórico no cinema nacional?

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Linhas de Sangue 26 julho 2018

Linhas de Sangue, realizado por Manuel Pureza e Sérgio Graciano, desenvolve uma narrativa bastante original e altamente inesperada. A paz em Portugal está ameaçada e cabe a um grupo de heróis e anti-heróis salvarem a nação portuguesa.  As Amazonas do Tejo, Os Padeiros da Meia-Noite, Os Motoqueiros do Apocalipse, entre outros, unir-se-ão para combater a ameaça do Chanceler.

Tomás Alves, João Baptista, Pedro Laginha, Rodrigo Soares de 'Linhas de Sangue'
Tomás Alves, João Baptista, Pedro Laginha, Rodrigo Soares de ‘Linhas de Sangue’

Logo nos primeiros minutos, o filme indica-nos imediatamente o género de obra que quer desenvolver e deixa-nos cientes da forma como irá satirizar o cinema comercial de Hollywood. O uso contínuo de fade outs na primeira metade do filme, sugere que este foi construído a partir de curtas-metragens aleatórias que se focam na mesma temática violenta e cómica, mas que acabam por chegar a um fim conciso e coletivo. Deste modo, são apresentadas dezenas de personagens com personalidades e de ambientes distintos em vários segmentos. A presença de um enorme número de personagens proporciona narrativas para todos os gostos, no entanto, existe sempre o perigo de certas cenas tornarem-se enfadonhas ou, o contrário, serem extremamente cativantes, mas sem o espaço para se desenvolverem.

Certas narrativas acabam, inevitavelmente, por encostar outras a um canto ao serem representadas por atores e personagens deslumbrantes, porém, dificilmente alguém se aborrecerá com Linhas de Sangue. Apesar dos diálogos serem preenchidos em demasia por palavrões ou possuirem por vezes uma comédia questionável, o filme consegue ironizar estes clichés nacionais e criar falas e cenas memoráveis, indo desde quebras na quarta parede, censura de marcas de renome, cenas de ação surpreendentes ou até um “manda nudes” escrito na tela com sangue de uma vítima. A narrativa geral é previsível e comercial, mas são estes pequenos detalhes de cada segmento distinto que tornam o filme tão original e inovador.

José Mata, Joaquim Horta e Isabel Figueira em 'Linhas de Sangue'.
José Mata, Joaquim Horta e Isabel Figueira em ‘Linhas de Sangue’.

É incrível o modo como Pureza e Graciano conseguiram juntar um elenco desta proporção e proporcionar-lhes personagens tão distintas. O favoritismo por certas personagens é inevitável devido essencialmente ao trabalho dos atores e guionistas, Pureza e Ricardo Oliveira, mas o prazer que este enorme grupo tem em reunirem-se no grande ecrã é claramente visível ao longo do filme.

Linhas de Sangue é provavelmente o maior blockbuster de sempre a nível nacional e oferece diferentes gostos para todos os espetadores.

  • Linhas de Sangue estreia dia 26 de julho de 2018 nos cinemas

2.5/5

Tiago Ferreira


ESPECTADORES DECIDEM FINAL de LINHAS DE SANGUE

Pela primeira vez em Portugal, os espetadores decidem, em tempo real, o final de um filme no cinema. Numa iniciativa conjunta da NOS Audiovisuais e da NOS Cinemas, os espetadores vão decidir o final de ‘Linhas de Sangue’, que estreia em Portugal amanhã.

Esta iniciativa inovadora decorre de 26 a 29 de julho, nas sessões de Linhas de Sangue, nos Cinemas NOS Colombo (21h30), Cinemas NOS Braga Parque (21h10), Cinemas NOS NorteShopping (21h10) e Cinemas NOS Fórum Algarve (21h40). No início de cada sessão, cada espectador recebe um comando, através do qual escolherá um de dois finais possíveis. O final mais votado será aquele que será exibido.


As vozes portuguesas de “Hotel Transylvania 3”!

2 thoughts on “Cinema: Crítica – Linhas de Sangue (2018)

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