Cinema – Crítica: Homem-Aranha: Um Novo Dia
O Homem-Aranha está de regresso aos cinemas, mais poderoso que nunca!
Após ter sido esquecido pelo universo, Peter escolhe viver como super-herói a tempo inteiro e nem tudo é mau.
A solidão atormenta-o, mas Nova Iorque nunca esteve tão segura, ou pelo menos é isso que o herói acredita.
Será o espetacular Homem-Aranha capaz de navegar todas estas mudanças e novos vilões? Ou será o Aracnídeo finalmente derrotado?

Já sabíamos que este filme ia ser bombástico. Não só por toda a mudança do status quo no final de “Sem Volta para Casa“, mas pela genial contratação de Destin Daniel Cretton, realizador responsável pelo fantástico “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis“.
Como seria de esperar, toda a ação e coreografias são um manjar visual, a fotografia de Brett Pawlak (Mulher Maravilha) surpreende tanto pela cor como pelos angulos, dando-nos alguns dos mais deslumbrantes fotogramas do Cabeça-de-Teia.
Entre o maravilhoso elenco, dou destaque à química entre Bernthal (Frank Castle) e Holland (Peter Parker), bem como ao desempenho de Tillman. Por outro lado, senti que falta algo a Sadie Sink, e que a força do texto se perdeu algures na sua interpretação.
Por falar em texto, a dupla de McKenna e Sommers nunca nos deu algo tão bom. Responsáveis pelas anteriores aventuras de Peter no MCU, mostram aqui o seu crescimento como argumentistas, enquadrando naturalmente os detalhes de capítulos anteriores na sua exploração das nuances da vida do jovem super-herói e do peso das suas escolhas e, como não podia faltar, da sua responsabilidade.
Por fim uma confissão. Confesso que me entusiasmo com estes filmes e que, portanto, as minhas críticas nem sempre são tão objetivas quanto gostaria. Perco-me bastante no barulho das luzes no que toca a estas personagens, o que acaba por fazer com que nem sempre nas minhas avaliações consiga prever o impacto ou até o legado destes filmes.
Contudo, consigo dizer que até ao dia de hoje, este é sem sombra de dúvidas um dos meus filmes favoritos, quer do Homem-Aranha, quer da Marvel.
Um projeto que constrói sob os alicerces de um universo cinemático uma história intima e poderosa, uma aventura que nos mostra porque é que gostamos tanto do homem-aranha, porque se tornou um icone, a sua humanidade.
Não agradará com certeza a todo o mundo, mas para ele basta-lhe divertir-se a salvar o dia. Os J.J. Jameson’s do mundo que barafustem, eu cá gostei.

9/10
Henrique V.Correia
Jovem dos 7 ofícios com uma paixão enorme por tudo o que lhe ocupe tempo.
Jedi aos fins-de-semana!

