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Análise jogos: Avenging Spirit

Clássico dos anos 90 ganha nova vida na Nintendo. Avenging Spirit: um jogo de plataformas repleto de ação e nostalgia, lançado a 29 de julho para a Switch.

Enquanto caminhava com a namorada em pleno ambiente romântico, o nosso personagem é atacado por rufias que raptam a namorada e o assassinam. Ao regressarmos na forma de espírito, chegou o momento de nos vingarmos e salvarmos a nossa amada ao enfrentarmos uma misteriosa organização criminosa para podermos finalmente descansar em paz.

Em Avenging Spirit, começamos o jogo num de quatro personagens distintos, mas, durante a nossa aventura, temos o poder de possuir os nossos inimigos e jogar na sua pele. Mas cuidado: se bem que não morremos imediatamente quando somos atingidos ao regressarmos à forma de espírito, temos tempo limitado para voltar a possuir um inimigo antes que a nossa energia se esgote.

Avenging Spirit é um jogo de plataformas de ação clássico, conhecido no Japão como Phantasm(ファンタズム), que foi lançado em 1991 e teve algum sucesso nos salões de jogos dos anos 90. A Nintendo lançou uma versão para Switch a 29 de julho.

Uma namorada raptada que temos de salvar, uma organização criminosa com rufias vestidos a rigor e níveis bem coloridos com ação frenética: a premissa está montada para um daqueles clássicos de plataformas que tanto sucesso fizeram nas décadas de 80 e 90. E é precisamente isso que Avenging Spirit é.

No menu inicial, podemos escolher entre duas versões: uma mais ‘fácil’ que nos permite atravessar todos os níveis com vidas infinitas, e outro fiel ao original com créditos limitados. Começamos a jogar com um de quatro personagens disponíveis, cada um com o seu próprio poder específico, mas o verdadeiro destaque do jogo vai para o poder de possuirmos os nossos inimigos, dando-nos a oportunidade de aceder a uma maior variedade de estilos de jogo. Embora os controlos sejam ultrassimples — saltar, disparar e possuir inimigos — podemos jogar como gangsters comuns, gangster com metralhadoras, mulheres-maravilha que disparam arcos de fogo, ninjas flexíveis, monges hindus que flutuam, répteis que cospem fogo e mais alguns.

Com gráficos bons, sem serem excecionais, a versão para Switch oferece-nos a oportunidade de os adaptarmos ao nosso gosto, e podemos até alterar as definições para parecer que estamos a jogar numa televisão antiga, ou monitor de máquina de arcada. No que toca ao som, não escapa à sina do ambiente dos salões de jogos: ou se adora ou se odeia. Por mim, gosto durante alguns minutos por me trazer à memória outros tempos, mas admito que tenho de baixar o volume após algum tempo.

Gostei bastante da experiência de jogo de Avenging Spirit, mas é com toda a sinceridade que vos digo que não há aqui muitas horas de conteúdo a ser explorado. Passei cerca de uma hora com o jogo e pareceu-me mais que suficiente. Embora considere um bom título, não me vejo a voltar.

Com um preço de 5,99 €, não sei bem se consigo recomendar Avenging Spirits para toda a gente. Os fãs de jogos de plataformas que procurem um título ímpar e os mais saudosos dos salões de jogos encontram aqui uma simpática adição à sua biblioteca, mas para o público em geral (onde me incluo), parece-me que não ficaria mal um corte no preço para metade do que está. Suponho que seja para isso que servem as promoções.

Avenging Spirit tem, na minha opinião, dois pontos principais a seu favor: a mecânica de podermos possuir os nossos inimigos e jogarmos como eles, que o distingue de outros clássicos de plataformas; e o sentimento de nostalgia que consegue transmitir a quem frequentava os salões de jogos dos anos 80 e 90.

Sendo que a expetativa nunca poderá ser muito elevada para um jogo 2D de plataformas de ação de 1991, penso ser justo destacar o pouco conteúdo como ponto mais negativo de Avenging Spirits. Não consigo imaginar aproveitar mais que poucas horas, no máximo, do jogo.

Classificação: 5/10

Clássico + bom conceito + pouco conteúdo + preço = 5.

Não há mais grande coisa a dizer sobre Avenging Spirits. É um título simpático para entreter durante um par de horas ou um capricho para completar uma sólida biblioteca de clássicos de plataformas.

Para terminar, fica a dica indispensável: não se esqueçam das chaves!

Trailer Avenging Spirit:

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