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Análise BD: Rattlesnake

Nos últimos tempos, nas livrarias portuguesas, surgiram várias opções para quem gosta do tema Western em banda desenhada. Rattlesnake do português João Amaral, foi uma delas.

Parece que os autores e editores, para expiarem os restos das sombras dos confinamentos provocados pelo Covid 19, apostaram nos grandes espaços das pradarias do Oeste da América. Foi o caso de João Amaral e da editora Escorpião Azul, com o livro “Rattlesnake”

Rattlesnake

Um livro com uma edição de apenas 500 exemplares, ou seja para pouco mais que o público habitual da banda desenhada portuguesa.

Logo no início do livro, no texto de apresentação, o autor revela que este livro é a concretização de um projeto amadurecido ao longo de vários anos e talvez o seu projeto mais pessoal.

As primeiras seis páginas do livro não têm qualquer texto, numa bem evidente ligação aos filmes de Sérgio Leone, com um começo em alta tensão. Ao longo do livro vamos também sentir a influência de outros personagens do Oeste, nomeadamente Tex e Blueberry.

A arte do livro está na continuidade de outras obras do autor, apesar da aposta na aguarela direta ainda ter de ser mais trabalhada e apurada.

O argumento é todavia o elo mais fraco deste livro. Terá havido talvez uma excessiva preocupação com a mensagem contra o racismo e o machismo, em detrimento da coerência e fluidez do argumento. Duas mulheres e uma criança contra uma cidade do Oeste, parece-me quase impossível. Também os diálogos entre o prisioneiro e o senhor da cidade não parecem de um lavrador do Oeste.

Rattlesnake

A cena em que o senhor da cidade sobe ao andar superior do bar, para apenas falar com a sua amante, surge completamente fora de contexto e não tem qualquer continuidade ou ligação com o resto do livro.

Apesar de tudo, a dinâmica de leitura é boa, conseguindo manter um nível de interesse suficiente para uma leitura contínua.

Algumas falhas na legibilidade das legendas, mas nada de significativo.
Livro em capa mole com boa encadernação, com páginas em papel baço de boa qualidade e com boa impressão. Preço justo para o tipo de livro.

Tempo de leitura:
• Rasttlesnake – aprox. 30 minutos

Sem grandes pretensões de bater recordes de vendas, este é um livro para leitores de banda desenhada nacional que gostam de uma variante das comuns histórias do Oeste.

RATTLESNAKE
João Amaral
Editora: Escorpião Azul
Livro em capa mole com 80 páginas a cores nas dimensões de 17 x 24 cm
PVP: 13,90 €

One thought on “Análise BD: Rattlesnake

  1. Gostaria de fato de ter essa oportunidade em poder receber um exemplar dessa estoria.. Acredito pelo pouco que vi que tem um enredo instigante aonde mostra a feminilidade de uma linda jovem e o fato de ser destemida e não correr de desafios

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