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Ronda de Análises #8: Dininho Adventures, Road to Guangdong e Phoenotopia: Awakening

Hoje trazemos mais uma ronda de análises a videojogos. Aqui, iremos apresentar entre três a quatro jogos onde serão escritas pequenas análises sobre os mesmos. Os jogos desta vez serão Dininho Adventures, Road to Guangdong e Phoenotopia: Awakening.

Dininho Adventures

Dininho Adventures

A QuByte Interactive já não é estranha na criação de jogos de plataformas para múltiplas consolas ou outros dispositivos, como já foi possível verificar com Dogurai. No entanto, depois do Cão Samurai, eis que a proposta muda para um jogo mais simples protagonizado por um simpático dinossauro.

O nosso objetivo enquanto Dininho, o simpático dinossauro que protagoniza esta aventura, é recuperar todos os ovos que foram roubados a um dinossauro mãe. Portanto, fazemo-nos à estrada para recuperar esses ovos e descobrir quem fez tal maldade, tornando-nos pelo caminho no herói da Dinolândia. Um conceito simples, e que ao mesmo tempo mostra como realmente o jogo é: um jogo de plataformas simples.

É um jogo simples, mas por aí não quer dizer que seja fácil. Ao longo dos quatro mundos em que viajamos, a verdade é que vamos encontrando vários obstáculos que nos vão fazer ficar cada vez mais frustrados. Além disso, também só se descobrirmos os segredos do jogo é que obtemos o mundo especial que é possível desbloquear.

Dininho Adventures

Por outro lado, como estamos a lidar com um jogo inspirado nos 16-bits, acabamos por sentir uma certa nostalgia nos níveis e na música que vai tocando ao longo do jogo. Um pequeno destaque para o facto de ser um jogo amigo dos Speedrunners, já que existe um pequeno cronómetro para aqueles que quiserem tentar terminar o jogo no menor tempo possível.

Resta concluir que, mesmo Dininho sendo um jogo bastante simples e curto, ao preço em que se encontra acaba por ser bastante aproveitado e uma experiência relaxante e frustrante ao mesmo tempo.

Nota Final: 7/10

Dininho Adventures está disponível para Android, PC e Nintendo Switch

Desenvolvedor: QUByte Interactive
Editora: QUByte Interactive

Road to Guangdong

Road to Guangdong

Antes de começar a escrever, tenho que pedir desculpa ao leitor. Isto porque não considero Road to Guangdong um jogo. Na realidade, considero uma história interativa que vamos percorrendo durante algumas horas.

Agora não se enganem, porque esta é uma história apaixonante e capaz de deixar qualquer um a pensar. A vida de Sunny muda quando tem que ficar com o restaurante da sua família, que digamos que já viu melhores dias. Para o conseguir manter, esta decide fazer uma viagem com a sua tia, Guu Ma, para visitar os seus familiares, de forma a ficar com todos os segredos sobre os pratos que poderá preparar no restaurante.

Road to Guangdong

Enquanto temos uma história fantástica, chega de emoção e sons vibrantes, onde temos que decidir o destino de Sunny, a verdade é que grande parte desta história é passado num carro. Sim, Sandy, o carro é das personagens mais fulcrais da narrativa inteira, especialmente porque temos de fazer a gestão do carro. Quando digo que temos de fazer a gestão do carro, falo de termos de ter em conta a gasolina, os pneus, as peças. Tudo mesmo.

Porém, não se preocupem, pois, vamos andar sempre a parar e à procura de novas peças para reparar o nosso velho carro. Mas, pelo caminho podemos aproveitar para conhecer algumas das melhores personagens que vi em videojogos e com alguns dos melhores diálogos possíveis.

Resta concluir que, Road to Guangdong é uma história que nos faz pensar, refletir o que realmente queremos, enquanto controlamos o destino de outra pessoa. Com um elenco bastante composto, foi uma surpresa agradável e uma forma de relaxar do dia-a-dia.

Nota Final: 8/10

Road to Guangdong está disponível para PC, Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch

Desenvolvedor: Excalibur Games
Publicador: Excalibur Games

Phoenotopia: Awakening

Phoenotopia: Awakening

Phoenotopia: Awakening foi daqueles jogos que mal o vi, fiquei automaticamente apaixonado, mesmo sabendo que é um reboot de uma ideia começada nos sites de jogos flash. No entanto, como em parte relembra-me bastante o pouco adorado The Legend of Zelda 2:  The Adventure of Link, fiquei logo entusiasmado com o mesmo.

Em Phoenotopia: Awakening vivemos na pele de Gail, uma simples aldeã. No entanto, do nado os adultos são todos raptados e ela vê-se como a membro mais antiga da sua vila.  E é aqui que começa a sua aventura, especialmente ser notar que está prestes a lutar pela existência da Terra. Portanto, estamos perante um jogo em que andamos a explorar várias cidades e grutas, enquanto vivemos aventuras com personagens bastante carismáticas.

A verdade é que ao longo do jogo, temos várias missões como se de um Zelda se tratasse, mas, completamente em 2D (excetuando o overworld), e é aqui que o jogo brilha, mostrando-se bastante inocente ao início, mas ficando cada vez mais negro enquanto avançamos. Além disso, podemos evoluir de formas diferentes para ficarmos mais fortes, comprando melhor equipamento ou aprendendo novas técnicas de combate, o que torna este um ponto inovador no jogo.

Phoenotopia: Awakening

Por outro lado, enquanto o combate contra mais de 50 inimigos consegue ser bastante interessante, aquilo que é mais é o facto de nos conseguirmos curar em tempo real, como se fosse um jogo da série Dark Souls. Isto quer dizer que a diferença entre a vida e a morte está na nossa cura.

Por fim, resta-me concluir que além de gráficos inocentes e mais de 80 músicas originais e fantásticas para ouvir enquanto jogamos, o tempo de jogo depende do quanto quisermos explorar, levando até 50 horas de jogo. Isto torna assim Phoenotopia: Awakening uma aventura de que vai levar qualquer um ao limite, dependendo se gostaram ou não muito do mesmo.

Nota Final: 8/10

Phoenotopia: Awakening está disponível em exclusivo na Nintendo Switch

Desenvolvedor: Cape Cosmic
Publicador: Cape Cosmic

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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