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Crítica | Vertigem Mortal 2: A sequela que nos deixa mais nervosos

Vertigem Mortal 2 leva o medo das alturas a um novo patamar, com manobras arriscadas, não recomendado a quem tem medo de cair.

Quando o primeiro Vertigem Mortal estreou, em 2022, a história de duas raparigas presas no topo de uma torre, sem hipótese de salvação, recuperou um tipo de cinema em que as emoções parecem transbordar do ecrã. O filme transformava o medo de alturas numa experiência física e imediata para o espectador. Como a aventura conquistou um pequeno, mas dedicado, grupo de seguidores, Peter e Michael Spierig assinam agora a sequela, Vertigem Mortal 2.

Novas personagens, um novo trilho, a mesma vertigem

Após os acontecimentos do primeiro filme, Jax (Harriet Slater), depois de conhecer Luce (Arsema Thomas), uma velha amiga da irmã, decide homenagear a memória de Shiloh viajando até à Tailândia para percorrer um dos trilhos mais perigosos do mundo. Ali, as duas conhecem Jon (Tom Brittney), um guia disposto a levá-las na aventura das suas vidas. Como seria de esperar, nem tudo é o que parece, e o trilho revela diversos desafios para o trio.

Se as vertigens do primeiro filme já proporcionavam momentos de elevada tensão, a sequela procura acrescentar uma narrativa mais coesa do que a do antecessor. Ainda assim, esforça-se claramente por encontrar um equilíbrio entre a novidade e a fórmula já conhecida, oferecendo uma experiência algo diferente sem se afastar demasiado do filme anterior.

Percorrer o trilho, mesmo deste lado do ecrã, continua a provocar os risos mais nervosos, enquanto esperamos pelo passo em falso que nos deixará à beira de um ataque de nervos. Aliada a uma paisagem verdadeiramente bonita, que facilmente poderia figurar num postal turístico da Tailândia, surge uma obra que faz malabarismo entre servir as personagens, explorar o trilho e desenvolver o thriller discreto que o argumento, por algum motivo, coloca em segundo plano. Tudo isto enquanto tenta manter-nos focados no objectivo mais simples: chegar ao outro lado sãos e salvos.

Uma sequela que apresenta um argumento mais interessante, reutilizando alguns elementos repetitivos

A sequela compreende a principal atracção que tornou o primeiro filme um sucesso e acaba por nos dar motivos para continuar a jornada. A mudança de cenário é talvez a decisão mais importante, transformando esta obra numa aventura mais ampla do que uma mera exploração da tensão aterradora de se estar preso num único local, completamente isolado. Os perigos são diferentes o suficiente para justificarem a continuação, mesmo que exista algum esforço para reutilizar elementos familiares. Afinal, há apenas um número limitado de formas de alguém arriscar cair para a morte.

Assim, Vertigem Mortal 2 é uma sequela competente, que revisita o seu conceito principal numa paisagem renovada. Apresenta uma narrativa um pouco mais desenvolvida do que a do antecessor, novas personagens e várias manobras arriscadas capazes de nos deixar bastante nervosos.

Nota Final: 6/10

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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