Cinema: Crítica – Shelter – Sem Limites
Jason Statham e Bodhi Rae Breathnach protagonizam Shelter – Sem Limites, um filme repleto de acção e conspiração informática, com uma dupla imparável.
Surpreendentemente, no espaço de cerca de um mês, o cineasta Ric Roman Waugh estreou dois filmes: Greenland 2: Um Novo Começo, e agora Shelter – Sem Limites; provando que este é um dos realizadores de filmes de acção mais activos neste momento.
Conhecemos Michael Mason (Jason Statham), um ex-militar britânico, a viver numa ilha de farol abandonado, na costa escocesa. Depois de uma grande tempestade, este é forçado a cuidar de Jessie (Bodhi Rae Breathnach), uma jovem que lhe trazia mantimentos e acabara de perder o seu tio no mar. Quando Michael é reconhecido por um sistema de inteligência artificial, este terá que confrontar o seu passado obscuro e violento, protegendo Jessie da linha de fogo.
Tal como o enquadramento formuláico dos filmes de acção modernos, este acaba por ser mais um no meio de muitos. Mas Shelter – Sem Limites pelo menos tenta se diferenciar com alguns momentos emocionantes, onde vemos Statham a fazer aquilo que faz sempre. Não é necessariamente mau, mas culpemos John Wick por nos dar sempre esperança.
Quando o tópico de inteligência artificial está cada vez mais presente no nosso dia-a-dia, e sobretudo nos nossos governos, esta reflexão não estará tão longe da nossa realidade, pelo menos pelas constantes notícias que têm saído. Isto, aliado ainda à tradicionalidade de assassinos governamentais e más peças no submundo, por fim, temos um sólido thriller.
Enquanto que Statham prossegue com a sua personagem-tipo que tão bem conhecemos e esperamos mal vemos sequer o poster do filme, é Rae Breathnach, que com o sucesso de Hamnet, parece estar ainda em modo uber-dramático aqui, sendo diversas as ocasiões onde a actuação é desproporcional ao restante contexto. É um feito admirável, que de algum modo eleva o seu estatuto de jovem actriz em ascensão, mas não deixa de causar estranheza, considerando que ambos filmes estreiam na mesma altura.
Estando perante um filme de acção mediano, este vai mantendo o entretenimento plausível com os vários tiroteios e combates, onde vamos também descobrindo mais sobre as várias personagens intervenientes e o sub-mundo governmental que tanto quer vigiar os seus cidadãos. É uma mistura aceitável que move a narrativa para a frente, proporcionando os momentos intensos que tanto necessitamos.
Assim, Shelter – Sem Limites é um filme sólido para passar um bom serão no cinema, sem inventar muito para além do absolutamente necessário para fazer sentido à sua história, onde podemos contar com muita acção e uma boa dose de conspiração.
Nota Final: 6/10
Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.




