Cinema: Crítica – Os Estranhos: Capítulo 3
Chega agora o fim da trilogia que conclui Os Estranhos com um épico final, repleto de terror e vingança, questionando se realmente era necessário ser assim.
Quando notícias do remake de Os Estranhos iria estrear em três capítulos ao longo do ano de 2024, o plano mudou quando o segundo capítulo apenas chegou às salas de cinema no final de Setembro, com agora o terceiro, e último, a chegar ao grande ecrã agora no inicio de 2026.
Continuando logo imediatamente após o final do segundo capítulo, vemos Maya (Madelaine Petsch), a única sobrevivente dos Estranhos, a arrumar todo o caos causado do seu encontro com estes assassinos psicopatas, pondo um ponto final, de uma vez por todas.
Após uma primeira parte introdutória muito lenta para apresentar as nossas personagens, e uma segunda parte mais emocionante, mas repleta de terríveis decisões pela protagonista. Agora, está decidida a pôr um fim permanente ao grupo de assassinos, aconteça o que acontecer. O problema é que não acontece grande coisa…
É durante uma hora e meia que passa rapidíssimo que chegamos à conclusão que este terceiro capítulo, onde Maya desmascara os monstros e vinga-se das muitas mortes causadas pela pequena vila. O sentimento de pesadelo continua bem presente, mas há uma certa paz que assenta ao sabermos que é a última parte.
Se houve uma altura em que dividir filmes em partes já era suspeito, pelas intenções dos estúdios – relembramos exemplos como Crepúsculo e Harry Potter – com esta saga, experienciamos a versão mais desnecessariamente estendida, cortada em três longos episódios. Não existe nada, nem outra explicação razoável para dar razão ao motivo porque os espectadores são arrastados ao cinema três vezes, só para verem a obra completa. Há rumores que esta poderá ter direito a uma exibição integral nos EUA, e com extras!
Estranhamente, no meio disto tudo, Petsch continua uma personagem decidida e resiliente perante toda a violência, elevada neste último capítulo, ao som de algumas escolhas interessantes na banda sonora, como uma rendição de “Night in White Satin” dos Moody Blues a acompanhar. Fora isto, a narrativa confusa e tépida segue caminho, até correrem os créditos finais.
Assim, Os Estranhos – Capítulo 3 é a conclusão superficial ao nível da restante trilogia, dando um sinal de alívio que tenha finalmente chegado ao seu fim natural. Ainda que esta terceira parte esteja mais envolta em violência, o sentimento vingativo nunca chega ao seu potencial máximo, acabando por se deixar ir na fé que tudo ficará bem. Nunca iremos entender porque simplesmente não vimos um filme de duas horas, propriamente editado, onde talvez outra impressão possa ter ficado.
Nota Final: 3/10
Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.




