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Novos Trailers: fé, futuro, música, gritos e revelação

Com o fim do ano à porta, os grandes estúdios voltam a agitar o calendário cinematográfico com trailers que prometem marcar os próximos meses. Filmes muito distintos — O Filho do Carpinteiro, Gritos 7, Arco, Michael e O Testamento de Ann Lee — revelam novas imagens e reafirmam o apetite de Hollywood e do cinema independente por histórias sobre fé, talento, memória e transcendência.

O Filho do Carpinteiro
O Filho do Carpinteiro

Nicolas Cage regressa a territórios ousados com O Filho do Carpinteiro, um conto de terror metafísico que revisita a infância de Jesus Cristo sob uma perspetiva sombria e apócrifa. Escrito e realizado por Lotfy Nathan — inspirado no Evangelho da Infância de Tomé, datado do século II — o filme segue uma família escondida no Egito romano, onde o “Rapaz” (Noah Jupe) começa a revelar poderes inexplicáveis e um destino divino que o separa do seu guardião, o Carpinteiro (Cage).

O Filho do Carpinteiro
O Filho do Carpinteiro

O elenco inclui ainda FKA Twigs, como a Mãe, e jovens promessas como Isla Johnston (The Queen’s Gambit) e Souheila Yacoub (Dune: Parte Dois). Com produção de Nicolas Cage e fotografia de tom quase bíblico, o filme mistura espiritualidade e horror psicológico, prometendo ser um dos lançamentos mais controversos do Natal. Estreia em Portugal a 25 de dezembro de 2025.


A Paramount Pictures revelou o primeiro trailer de Gritos 7 (Scream 7), o novo capítulo da icónica saga de terror criada por Wes Craven, que regressa em força com o regresso triunfal de Neve Campbell como Sidney Prescott — a sobrevivente definitiva do cinema slasher.

Depois de um turbulento processo de bastidores, que viu a saída de Melissa Barrera, Jenna Ortega e do realizador Christopher Landon, o estúdio reformulou completamente o projeto. Agora, é Kevin Williamson, o argumentista do Gritos original (1996), quem assume a realização, a partir de um guião escrito por Guy Busick e James Vanderbilt, responsáveis pelos dois últimos capítulos da série.

Gritos 7
Gritos 7

A nova história leva Sidney a uma aparente vida tranquila, até que um novo assassino com a máscara de Ghostface reaparece — e o pesadelo recomeça. Quando a filha de Sidney (interpretada por Isabel May, da série 1883) se torna o novo alvo, a heroína é forçada a enfrentar os fantasmas do passado e a proteger a sua família a qualquer custo.

O elenco inclui ainda Courteney Cox de regresso como a jornalista Gale Weathers, Joel McHale como Mark Evans (o marido de Sidney), e novos rostos como Mckenna Grace, Celeste O’Connor, Anna Camp, Mark Consuelos, Sam Rechner e Asa Germann. Entre as surpresas mais faladas está a presença de Matthew Lillard e Scott Foley, antigos assassinos da saga que regressam num enredo envolto em mistério — e até David Arquette volta a aparecer como Dewey Riley, mesmo depois do seu trágico destino no quinto filme.

Com o trailer a prometer cenas de ação intensas, suspense clássico e novas mortes coreografadas com humor negro, Gritos 7 parece querer fechar o círculo de uma das sagas mais duradouras e queridas do terror contemporâneo. Estreia em Portugal a 26 de fevereiro de 2026.



Depois de conquistar Cannes e vencer o Cristal de Melhor Longa-Metragem no Festival de Animação de Annecy, Arco prepara-se para deslumbrar o grande público. Realizado por Ugo Bienvenu e produzido por Natalie Portman e Sophie Mas, o filme é uma aventura de ficção científica animada sobre o tempo, a amizade e a memória.

Arco
Arco

A história segue Arco, um rapaz de 12 anos que vive num futuro longínquo e que, durante o primeiro voo com o seu fato arco-íris, perde o controlo e cai acidentalmente no passado. Aí conhece Iris, uma menina da sua idade vinda do ano 2075, que o tenta ajudar a regressar ao seu tempo. A animação, descrita como uma mistura de poesia e alta tecnologia, a versão em inglês conta com as vozes de Will Ferrell, Natalie Portman, Mark Ruffalo e America Ferrera.

O estilo visual de Arco evoca o traço retro-futurista de Akira e Le Planète Sauvage, com uma banda-sonora analógica gravada em fita magnética — um toque nostálgico num filme sobre o futuro. Estreia em Portugal a 19 de março de 2026.

O rei do pop chega finalmente ao grande ecrã. Michael é a aguardada biografia cinematográfica de Michael Jackson, realizada por Antoine Fuqua (Dia de Treino, The Equalizer) e escrita por John Logan (Gladiador, Skyfall). O filme acompanha a ascensão meteórica do jovem prodígio de Gary, Indiana, desde os dias no Jackson 5 até à consagração mundial com Thriller e Bad.

Michael
Michael

Jaafar Jackson, sobrinho do artista, assume o papel do tio numa interpretação que promete surpreender pela semelhança vocal e física. O elenco inclui Nia Long, Laura Harrier, Miles Teller e Colman Domingo. Produzido por Graham King (Bohemian Rhapsody), Michael aposta numa recriação fiel dos bastidores da fama, das pressões familiares e do génio criativo que redefiniu a música popular. Sendo que, o filme encerra com a histórica Bad World Tour dos anos 80 — recriada em cenários reais e com coreografias supervisionadas por antigos dançarinos de Jackson. Estreia em Portugal a 23 de abril de 2026.

Da Searchlight Pictures chega um drama espiritual que já conquistou Veneza. O Testamento de Ann Lee, realizado por Mona Fastvold, retrata a história verídica e quase mítica de Ann Lee — líder do Movimento Shaker no século XVIII, considerada pelos seus seguidores como a “Cristo feminina”.

The Testament of Ann Lee
The Testament of Ann Lee

Amanda Seyfried interpreta Ann Lee com intensidade contida, acompanhada por Lewis Pullman, Thomasin McKenzie e Christopher Abbott. A narrativa acompanha o nascimento de uma comunidade utópica onde fé, música e corpo se fundem em rituais de dança e libertação espiritual, num retrato que equilibra misticismo e revolução social.

The Testament of Ann Lee
The Testament of Ann Lee

Rodado inteiramente em película 35mm e filmado em locais históricos de Massachusetts e recurso acânticos e coreografias autênticas da tradição Shaker. Sem data de estreia em Portugal, mas com crescente presença na época de prémios do cinema.

Ricardo Lopes

Começou a caminhar nos alicerces de uma sala de cinema, cresceu entre cartazes de filmes e película. E o trabalho no meio audiovisual aconteceu naturalmente, estando presente desde a pré-produção até à exibição.

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