Análise ChainStaff | Uma viagem caótica entre heavy metal e ficção científica
Testei ChainStaff na PlayStation 4 e a primeira coisa que pensei foi simples: o que é que acabei de jogar? E atenção, isto é um elogio.
Desenvolvido pela Mommy’s Best Games, o jogo está disponível também para PS5, Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series X/S e PC (via Steam), o que já mostra que a aposta foi levada a sério. Mas o mais curioso é que, apesar de estar em tantas plataformas, continua a parecer aquele tipo de jogo “estranho” que descobrimos por acaso, que nos surpreende pelas suas mecânicas, mas que nos habituamos a gostar.
A premissa é digna de um álbum de metal dos anos 80: somos um mutante com um alienígena colado à cabeça, a usar uma arma chamada ChainStaff, que é basicamente um gancho, uma lança, um escudo… e provavelmente mais umas quantas coisas que ainda não percebi bem.
E aqui está o primeiro grande trunfo: tudo funciona com um botão. Sim, um botão.
Pode parecer limitador, mas na prática é o contrário. Há uma criatividade enorme na forma como usamos a arma, seja para atacar, defender ou simplesmente atravessar o cenário. A simplicidade dos controlos esconde uma profundidade surpreendente e a originalidade impera.
ChainStaff é um jogo de plataformas com ação intensa, onde saltamos, balançamos e destruímos tudo o que aparece à frente. O ritmo é rápido, quase frenético, mas raramente injusto. Mete Earthworm Jim, Contra, Worms e Metal Slug numa misturada e liga.
Apesar da originalidade do jogo e daquilo que podemos fazer, no entanto, ao fim de algum tempo, a fórmula começa a mostrar alguma repetição, especialmente se jogarmos várias horas seguidas.
Ainda assim, como a campanha dura entre 4 a 6 horas, nunca chega a tornar-se muito cansativo. É aquele tipo de jogo ideal para sessões curtas… ou para dizer “só mais um nível” e dar por si já duas horas depois.
Visualmente, o jogo parece uma capa de álbum de heavy metal que ganhou vida. Criaturas grotescas, cores fortes e um design assumidamente exagerado.
E depois há a música. A banda sonora de Deon van Heerden encaixa que nem uma luva. É energética, intensa e ajuda a elevar toda a experiência. Não é exagero dizer que metade da adrenalina vem dali, mas isso sou eu que adoro o rock pesado…
Um dos elementos mais curiosos é o sistema de progressão. Podemos salvar aliados… ou devorar os seus órgãos para ganhar poderes. Sim, leram bem. É estranho, é um bocado grotesco, mas também adiciona uma camada estratégica interessante. E ainda influencia os finais, o que dá alguma vontade de repetir a aventura.
ChainStaff não é um jogo para toda a gente. É caótico, exagerado e por vezes até um pouco confuso. Mas também é criativo, desafiante e, acima de tudo, divertido.
No meu caso, comecei a jogar por curiosidade e acabei genuinamente entretido. Não é perfeito, tem momentos repetitivos e algumas ideias podiam ser mais desenvolvidas, mas tem algo que muitos jogos maiores não têm: personalidade.
E às vezes, isso chega.
Classificação 7.5/10
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Co-criador e administrador do Central Comics desde 2001. É também legendador e paginador de banda desenhada, e ocasionalmente argumentista.





