Lançamento: BUG – Tomo 2, de Bilal

Bug, faz-nos mergulhar num futuro digital, onde uma nebulosa azul, por trás da face oculta da lua, ameaça o equilíbrio das coisas e o futuro da civilização. Um homem, cosmonauta, que inicia o seu regresso à Terra após uma missão marciana, contrai um vírus estranho que matou todos os seus companheiros de tripulação. E se for ele o salvador?

De volta à Terra, o astronauta Kameron Obb será o homem mais procurado do planeta: este único sobrevivente tem dentro dele uma entidade microscópica viva que pode estar na origem do bug informático, mas este dá-lhe algumas capacidades mnemotécnicas sobre-humanas. No seu encalço, há um punhado de grupos criminosos e a maioria dos grandes governos.

Neste segundo volume da série, o suspense gira em torno de Gemma, filha de Kameron, que todos consideram o melhor engodo para deitar a mão ao infectado. Bug apresenta-se como um Bilal puro, com a sua forma única de sobrepor desenho e pintura, e esse efeito continua aqui impressionante. A série pode padecer de alguma pretensão e de algumas ideias pouco conseguidas, mas não atiremos a primeira pedra até ela estar completa: é conhecido o talento do autor para obras de longo fôlego em que não pára de nos surpreender. Em resumo, os admiradores do desenhador ficarão felizes e os neófitos ficarão estupefactos.

BUG – Tomo 2
Argumento e Desenho : Enki Bilal
Arte de Autor
Edição: Cartonada
Formato: 234 x 312 cm
Número de páginas: 76 páginas
Impressão: cores
PVP: 19,90€

ENKI BILAL

Há já quase 50 anos que o autor de banda desenhada Enki Bilal trabalha na construção de um edifício sem rival na nona arte. Nasceu na Jugoslávia, em 1951. Aos 10 anos viaja com a família para Paris. Faz uma breve incursão nas Belas-Artes e em 1972 publica a sua primeira história – “Le Bol Maudit” – no jornal “Pilote”. O seu encontro com Pierre Christin é determinante para a sua carreira e é para um argumento deste autor que em 1975 desenha o seu primeiro álbum “O Cruzeiro dos Esquecidos“. A partir de 1976 colabora na revista “Metal Hurlant” e em 1980 escreve para o jornal Pilote a sua primeira grande obra como argumentista e autor: “A Feira dos Imortais”. Em 1982 desenha uma parte dos cenários do filme de Alain Resnais “La Vie est un Roman” e em 1983 com o lançamento de “A Caçada” (argumento de Christin), Bilal consagra-se finalmente como um dos desenhadores realistas mais conceituados da BD contemporânea. Em 1990 Humanoides Associeés reeditam o conjunto das suas obras incialmente publicadas pela Dargaud. Em 1993 o último volume da “Trilogia Nikopol, Frio Equador” é considerado o melhor livro do ano, um livro inédito na história da BD onde se todos os géneros se misturam. Em 1996 assina “Mémoires d’Autres Temps”, uma reedição aumentada de “Bol Maudit” e “Crux Universalis”.

A sua nova série “BUG” conta já com 2 livros publicados. Para além da BD onde o seu nome é venerado, Bilal é conhecido no mundo cinematográfico, tendo realizado em 1989 o seu primeiro filme Bunker Palace Hotel a que se seguiu, em 1997, “Thykho Moon”.


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Dário Mendes

Dário é um fã de cultura pop em geral mas de banda desenhada e cinema em particular. Orgulha-se de não se ter rendido (ainda) às redes sociais.

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