Jogos: Neversong – Análise

Neversong é um jogo que bebe inspiração a metroidvanias e que conta uma história negra. No Central Comics já o jogamos e vamos contar-te a nossa opinião!

Neversong

Antes de mais, Neversong é o segundo jogo de uma série que começou com Coma. Inicialmente chamado de “Once Upon a Coma”, a história que nos apresenta aparenta ser um pouco suave, evoluindo ao longo do jogo. Começamos com Peet a acordar de um coma e a descobrir que a sua melhor amiga tinha sido raptada. Então, decidimos explorar o Neverwood de onde vêm gritos e onde se encontram todos os adultos que foram transformados em zombies e começaram a ter comportamentos bizarros. É interessante que, mesmo que não estejamos num local animado desde o início do jogo, a verdade é que sentimos a inocência das crianças que assumem o papel principal do jogo, e como as mesmas vão perdendo essa inocência.

Neversong

A jogabilidade de Neversong é simples de entender. Estamos perante uma espécie de metroidvania, em que vamos mantendo o mesmo facto de andarmos para trás e para a frente nas áreas, mas, ao mesmo tempo, o jogo é dividido em níveis. Para ser mais concreto, temos 6 níveis para explorar desde o Red Wind Field até ao Blackfork Asylum. Nesses níveis acabamos sempre por encontrar algo diferente para fazer, nem que seja ajudar uma personagem que esteja perdida ou, em conjunto com elas, encontrar uma forma de escapar daquele lugar.

E, como seria de esperar temos vários inimigos que enfrentamos ao longo do jogo, como monstros, os adultos zombies que já falei e chefes. Para os derrotarmos utilizamos o nosso fiel bastão de basebol, que para ser sincero, estarmos a utilizá-lo ou não seria mesma coisa. É uma arma completamente banal e que utilizamos só porque tem que ser. Além disso, também vamos descobrindo novas habilidade ao longo do jogo, que nos ajudam a chegar a locais que previamente estavam inacessíveis, o que acaba por dar algo de interessante ao jogo, mas, ao mesmo tempo não é assim nada de mais.

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Neversong

Por fim, gostaria de falar do facto de graficamente ser um jogo bastante rico. Estamos a falar de ambientes ricos e que cada vez vão ficando mais negros, tal como as personagens com que nos vamos cruzando ao longo do caminho. É aqui que se nota a perda da inocência que falava em relação ao jogo. Começa a ficar cada vez mais negro a cada passo que damos. Tal como a banda sonora que é muito centrada em piano, levando a que os momentos finais do jogo fiquem completamente horripilantes por causa da música.

Resta concluir que, Neversong é um jogo que tanto em termos técnicos, como em história é quase perfeito. Temos uma história gradual, que vamos acompanhado com gosto e jogando com prazer, pecando apenas pelo facto de apenas ter 4 horas de jogo e não oferecendo nada que faça querer voltar a jogar.

Nota Final: 7/10

Neversong está disponível para PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch (versão testada)

Agradecimentos à Evolve PR

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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