Jogos: Fallen City Brawl | Análise
Fallen City Brawl é um beat ’em up em estilo arcade com visão lateral, lançado a 12 de agosto de 2025 para PC, com versões para consolas (PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X/S e Nintendo Switch) já confirmadas, mas ainda sem data de lançamento.
Desenvolvido pelo estúdio Fallen City Studio e publicado pela Eastasiasoft, o jogo pretende recuperar a energia dos clássicos das arcadas dos anos 80 e 90, apresentando gráficos em pixel art, com personagens enormes, animações variadas e uma estética retro cheia de personalidade.
Sobre o jogo
A narrativa leva-nos a 1989, em Fallen City, uma metrópole dominada pelo crime organizado. Quatro estranhos unem forças para derrubar a organização criminosa Ignition Gear e devolver a cidade ao povo.
Jogabilidade e mecânicas
O jogo apresenta sete fases em cenários variados, como estações de metro, praias industriais e ginásios.
É possível escolher entre quatro personagens jogáveis, cada um com estilos de combate e armas diferentes — desde armas de fogo a facas. O combate oferece combinações com diferentes sequências de fecho, combos, agarrões, arremessos, contra-ataques, ataques especiais e super especiais capazes de limpar o ecrã.
A banda sonora original de Daniel Lindholm, compositor associado a títulos da Capcom, é bastante inspirada e até traz um toque de modernidade em contraste com o estilo gráfico retro.
Existe ainda a possibilidade de jogar a solo ou em modo cooperativo local (também compatível via Steam Remote Play).
As inspirações de Fallen City Brawl são evidentes: Streets of Rage, Double Dragon e principalmente Final Fight estão entre as maiores referências.
O jogo aposta numa recriação fiel da experiência arcade clássica e tenta introduzir mecânicas modernas para dar mais profundidade ao combate, embora sem apresentar grandes novidades.
À semelhança de Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge, a ideia é oferecer nostalgia para os veteranos e frescura para as novas gerações. O grande destaque vai para o sistema de supers “RIOT” e “CHAOS”, que de facto trazem alguma frescura necessária.
Pontos positivos
O jogo é divertido e cheio de energia, mas precisava de algo mais para se destacar no panorama atual dos brawlers. Entre os pontos positivos destacam-se o combate sólido, a jogabilidade fluida, a atmosfera agradável e o ritmo equilibrado, sendo que o modo cooperativo reforça bastante a diversão.
Pontos negativos
No entanto, também apresenta algumas fragilidades: a história é pouco desenvolvida, a campanha é curta (terminei em cerca de 45 minutos) e a dificuldade reduzida, com big bosses pouco inspirados e fáceis de derrotar, acaba por comprometer a experiência. Além disso, os sprites são demasiado grandes, ficando ainda mais exagerados quando a câmara aplica zoom — mesmo que essa opção possa ser desligada.
Conclusão
Fallen City Brawl é um beat ’em up moderno com alma retro: divertido, frenético e visualmente apelativo, ideal para quem sente saudades da era dourada das arcadas.
Contudo, peca por ser pouco desafiante, pela curta duração e pela ausência de modos extra, o que reduz a sua longevidade.
Preço de lançamento: 14.99€
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Co-criador e administrador do Central Comics desde 2001. É também legendador e paginador de banda desenhada, e ocasionalmente argumentista.




