Jogos: Emma Lost In Memories – Análise

Emma: Lost in Memories tem a premissa de trazer para o jogador uma história semelhante àquela que vemos no início de Alice no País das Maravilhas. Mas será que conseguir ter o mesmo efeito que o conto de Lewis Carroll?

Emma: Lost In Memories

Se esta referência à história de Alice parece um pouco estranha, a realidade é que a história que a pequena Emma nos conta tem bastante do tal início que referi. Só que ao invés de perseguirmos um coelho em direção a uma toca, é um mocho e temos que atravessar vários níveis cheios de plataformas e onde temos sempre a sensação de que o mocho está sempre um passo à nossa frente. Também, ao longo do jogo, não nos é dito, mas vamos percebendo que Emma perdeu as memórias e é por isso que uma das características deste jogo está presente.

Emma: Lost In Memories

A característica que falo é o facto de que mal tocamos numa plataforma durante o jogo, ela começa gradualmente a desaparecer. Digamos que normalmente até desaparecem a uma velocidade estupidamente rápida. E é por isso que o jogo começa a ser frustrante. Temos níveis bastante bem desenhados e oferecem-nos várias habilidades para atravessarmos os níveis, como duplos saltos e saltos em parede (mesmo que depois nos retirem tais habilidades) mas, ao mesmo tempo não há margem para erro. E a verdade é que não existência de margem de erro para aqueles jogadores que fiquem frustrados definitivamente não é bom, mesmo adicionando uma grande dose de dificuldade ao jogo, o que faz com que ele se torne mais intrigante de cada vez que avançamos.

Por um lado, pode ser a dificuldade que pode incomodar os jogadores mais impacientes. No meu caso, o que destaco como negativo foi o facto de este jogo ter raízes mobile, ou seja, com uma jogabilidade de telemóvel. Para ser honesto foi algo que não me caiu bem. Não existe possibilidade de controlarmos Emma por completo já que carregamos num botão e a personagem move-se e depois só temos que ir carregando no botão para conseguir fazer os saltos com precisão. No fundo, sentia que este jogo podia ser um belo substituto de Celeste mas, ao mesmo tempo com esta falha acaba por me deixar um pouco de pé atrás. Não termos completo movimento da personagem é capaz de ser a pior característica deste jogo.

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Emma: Lost In Memories

Gráficamente, no entanto, é belo. Simples, mas belo. Ao longo das horas de jogo (que foram bastantes, diga-se que não era algo que esperava) dei por mim a observar o terreno em que me encontrava. Parecia que tinha sido desenhado por alguém com muito cuidado, como se de uma obra de arte se tratasse. Era minimalista? Definitivamente. Mas, ao mesmo tempo era belo, cuidado e que nos dava vontade de entrar naquele mundo cheio de perigos. Além disso, a música incluída na banda sonora integrava-se na perfeição no cenário calmo, mas letal que tínhamos pela frente.

Resta concluir que, Emma: Lost in Memories é um jogo que põe qualquer um a pensar devido à dificuldade dos puzzles que são apresentados. No entanto, a história desta pequena menina que perdeu a memória e quer agarrar o estranho mocho que viu pela janela fica um pouco aquém devido a ter assumido controlos mobile, que podem deixar uma sensação de que falta algo ao jogador.

Nota Final: 6/10

Emma: Lost in Memories está disponível para PC, Android, iOS, PlayStation 4, PlayStation Vita e Nintendo Switch (versão testada)

Agradecemos à Jandusoft pelo código para análise

 

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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