Jogos: Análise – Star Wars: Squadrons

Começo esta crítica por uma declaração de interesse ou, neste caso, falta dele: nunca fui fã da saga Star Wars, talvez por só ter visto as duas primeiras trilogias muito recentemente e, de um modo geral, não apreciar particularmente narrativas de ficção científica. Dito isto, Star Wars: Squadrons é uma das maiores surpresas de 2020, tendo uma campanha sólida e bem conseguida, ao contrário dos dois últimos Battlefront, muito focados no multijogador.

A campanha deste jogo conta uma história interessante dentro deste universo enorme, com personagens complexas e cativantes e, mais importante ainda, somos presenteados com missões bem desenhadas e não apenas uma espécie de tutorial. Percorrer a história do início ao fim leva aproximadamente sete horas, ou seja, não será a mais longa de sempre mas, para os padrões atuais, é algo bastante significativo e com substância. No jogo, que pode ser descrito como um shooter arcade de naves clássico, controlamos dois pilotos, um pertencente à Nova República, recentemente fundada pelos rebeldes que ganharam a guerra, e outro que se mantém fiel às forças do Império. No decorrer das 14 missões que compõem a campanha, o jogador irá alternar entre as duas facções para conhecer os diferentes pontos de vista.

Apesar de ambos os protagonistas serem personagens algo básicas, os NPC estão extremamente bem retratados, vivendo situações desesperantes, ao mesmo tempo que tentam manter a fidelidade a causas quase perdidas. A forma como as narrativas se cruzam é igualmente interessante, dando ao jogador a motivação para continuar a conhecer mais sobre as intenções e propósitos de cada um.

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Graficamente, Star Wars: Squadrons cumpre, sem nunca deslumbrar. Contudo, o jogo flui bastante bem e, graças à direção artística, temos cenários galáticos impressionantes e que captam a atenção do jogador.

É importante recordar que Star Wars: Squadrons é uma produção modesta da EA. Não tem a ambição nem o orçamento que vimos nos dois últimos Battlefront e em Jedi: Fallen Order. Apesar dos recursos limitados, a EA Motive cumpre e entrega um produto competente, sem ser tão surpreendente como alguns dos jogos de fim de geração vistos este ano.

Classificação: 8,5/10

Bernardo Serpa

Apaixonado desde sempre pela Sétima Arte e com um entusiasmo pelo gaming, que virou profissão.

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