Jogos – Análise: Riverbond

Riverbond trata-se de um dungeon crawler para até quatro jogadores. Mas será uma solução para aqueles que procuram um jogo do estilo ou são fãs do género?

Começando a nossa análise pelo grafismo, podemos ver que se trata de um jogo simples. Tudo é construído em pixelart, sem muito por onde pegar. Cheguei até a pensar que estava a jogar uma versão de Minecraft sem a possibilidade de quebrar blocos e reconstrui-los e com uma visão de câmara diferente do habitual. Mas, o mundo de Riverbond é bem habitado. Temos de tudo! É galinhas, é porcos, é pinguins gigantes… sim, um dos bosses é um pinguim gigante e é talvez a coisa mais adorável que vão ver! É um mundo adorável e cheio de personagens fofas que qualquer jogador vai derreter-se ao ver. Por vezes, até vai dar pena ter que derrotar alguns dos inimigos.

Para falar da jogabilidade, necessito primeiramente de falar da história, que é inexistente. Portanto, o grande objetivo do jogo? Como jogo simples que é, avançar de uma ponta do nível à outra dos oito que se encontram disponíveis. Para tal, encontramo-nos munidos de armas de longa distância, ou de curta distância. Podemos andar com tacos, espadas, pistolas. Nós é que escolhemos, ou, de uma forma mais simples o que encontramos ao longo das nossas sessões. Essas armas têm ataques de curta e de longa distância, além de terem um ataque mais poderoso que é activado através de um toque de um botão, causando assim uma destruição imensa. Mas, é nesta destruição imensa que reside um dos problemas de Riverbond. O problema de que o jogo torna-se realmente muito fácil. No fundo, é utilizar o ataque, esperar que o ataque recarregue e voltar a usar. Simples, não é? Os únicos inimigos que fogem a este padrão são os bosses que, realmente, dão um maior trabalho. Excluindo essas oito personagens, as restantes são o mais básico possível.

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Por fim, será necessário falar dos dois grandes atractivos deste jogo: skins e multijogador. Primeiro, as skins. Ao bom estilo de Super Smash Bros, eles estão cá todos! Ao longo do jogo, iremos desbloquear várias personagens conhecidas pelo público habituado aos jogos indie que saíras nos últimos anos e que usufruíram de sucesso. Temos The Kid (Bastion), Raz Aquato (Psychonauts), Shovel Knight e a mais nova adição, Spelunky Guy (Spelunky). Todos eles são skins que o jogador poderá controlar. E, mesmo que eles não tragam nenhuma nova adição ao gameplay, não deixa de ser interessante controlar o nosso personagem independente favorito noutro videojogo. E, o multijogador é talvez o modo mais interessante de jogar este pequeno dungeon crawler. Juntem os vossos amigos, seja online ou presencial na mesma consola e estão garantidas horas de diversão. Ora bem, como já foi possível notar, em Riverbond destruição é a palavra de ordem. Portanto, agarrem nos vossos amigos e preparem-se para um serão de destruição e diversão entre vocês. Não se esqueçam, quanta mais destruição, mais divertido será.

Resta concluir que, Riverbond é um jogo divertido e adorável que qualquer fã de dungeon crawlers deve jogar. E, a vantagem de poder pegar-se no jogo e jogar por curtos momentos (cada nível tem no máximo 30 a 45 minutos) e depois pousar e ir tratar de outras tarefas é algo delicioso para qualquer jogador. Além disso, a música que acompanha as sessões de jogo é simplesmente relaxante, podendo assim ser utilizado para um momento de paz, enquanto desfrutamos de um pouco de destruição, acompanhados ou sozinhos.

Nota Final: 7/10

Riverbond encontra-se disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One.  A versão Nintendo Switch (versão testada) sairá no dia 10 de dezembro.

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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