“Iron Lung” chega aos cinemas portugueses
O terror mais claustrofóbico do ano prepara-se para emergir nos ecrãs portugueses. Iron Lung, o filme sensação realizado por Markiplier — um dos criadores digitais mais influentes do mundo — vai estrear em Portugal através de sessões especiais nos Cinema City e UCI Cinemas, levando às salas nacionais uma das experiências de horror mais faladas dos últimos tempos.
Iron Lung não é uma estreia convencional: é um acontecimento. Um filme que nasce fora do circuito tradicional de Hollywood, financiado de forma independente pelo próprio realizador, e que entrou para a história antes mesmo de chegar ao grande público.
A origem de Iron Lung remonta a um pequeno videojogo independente criado por David Szymanski, uma experiência curta mas intensamente perturbadora que conquistou culto imediato. No jogo — e agora no filme — o conceito é simples e brutal: um único homem, sozinho, selado dentro de um submarino rudimentar, obrigado a navegar às cegas por um oceano de sangue numa lua distante.
O impacto do jogo foi tal que chamou a atenção de Mark Fischbach, conhecido mundialmente como Markiplier, que decidiu assumir o projeto como um verdadeiro ato de fé criativa: escreveu, realizou, protagonizou, montou e financiou o filme ao longo de três anos.
“Disseram-me que era uma péssima ideia fazer tudo sozinho. Provei-lhes o contrário”, confessou o cineasta, que chegou a transformar a própria casa — incluindo a casa de banho — numa improvisada render farm.
Na narrativa de Iron Lung, as estrelas desapareceram. Os planetas também. O fim da civilização ficou conhecido como O Êxtase Silencioso. Décadas depois, numa lua árida chamada AT-5, é descoberta a última esperança: um vasto oceano de sangue.
Para explorar esse recurso, a chamada Consolidação do Ferro envia uma expedição extrema. Um submarino é construído. Um condenado é soldado no seu interior. Não há janelas — a pressão é demasiado elevada. Se a missão for bem-sucedida, a liberdade é a recompensa. Se falhar… outra expedição seguirá.
Esta é a 13.ª.
Passado quase integralmente dentro do submarino — um verdadeiro caixão metálico — Iron Lung aposta num terror psicológico e sensorial: mapas incompletos, sensores rudimentares, sons inquietantes, fotografias granuladas e a constante sensação de que algo se move no escuro… à espera.
O filme conta ainda com vozes de Troy Baker, Caroline Rose Kaplan e Elsie Lovelock, e uma banda sonora industrial assinada por Andrew Hulshult (Doom: Eternal), que reforça a opressão e o desconforto permanentes.
E sim, há sangue. Muito sangue. Markiplier afirma que Iron Lung bateu o recorde mundial de “maior quantidade de sangue falso usada num filme”.
Depois de conquistar atenção internacional, críticas entusiásticas no circuito de terror, as bilheteiras norte-americanas e uma legião de fãs curiosos, Iron Lung chega agora a Portugal como um verdadeiro evento cinematográfico, destinado tanto aos fãs do jogo como aos amantes de cinema de terror mais ousado.
Não é um filme para todos. Mas para quem aceita o mergulho, Iron Lung promete uma descida lenta, sufocante e inesquecível às profundezas do medo.
Prepare-se para fechar a escotilha.
O oceano está à espera.
Iron Lung a partir de 13 de fevereiro em salas selecionadas. Consulte as bilheteiras dos referidos cinemas, para horários e dias em cartaz.
Começou a caminhar nos alicerces de uma sala de cinema, cresceu entre cartazes de filmes e película. E o trabalho no meio audiovisual aconteceu naturalmente, estando presente desde a pré-produção até à exibição.




