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Fantasporto – Os Premiados de 2023

Hoje é o dia de encerramento do Fantasporto, com a cerimónia a decorrer às 21h15, onde serão entregue os prémios deste ano. Fique a conhecer quais foram os vencedores.

O renovado Batalha CC foi o centro nevrálgico da 43ª edição do Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto que termina amanhã com a exibição de grande parte dos filmes premiados.
O Júri da secção de cinema fantástico constituído por LAWRENCE TROTT, escritor e realizador, MÁRTA BÉNYEI do National Film Institute da Hungria, SANDRA HENRIQUES escritora e critica de cinema e LUÍS ROSALES Director do mais antigo festival de cinema da Galiza decidiu atribuir os seus prémios dividindo-os entre o cinema Europeu e o Asiático.

Fantasporto - Prémios
© André Rocha

CINEMA PORTUGUÊS SURPREENDE

O filme português co-produzido com o Reino Unido, INCUBUS de TITO FERNANDES, presente no Porto, foi o vencedor do Grande Prémio da vertente dedicada às curtas-metragens no Fantasporto deste ano, tendo sido igualmente escolhido pelo Júri do Prémio de Cinema Português como o Melhor Filme a concurso.
Neste filme uma mulher, na barcaça onde vive, é atormentada pelo medo em pessoa. O realizador trabalha em Hollywood e em Inglaterra e participou nos efeitos especiais de “Star Wars – The Force Awakens”, “Interstellar” e “The Dark Knight”.

BELGAS E BRITÂNICOS VENCEM FANTASPORTO

No entanto foi MEGALOMANIAC , um filme belga de Karim Ouelhaj, realizador presente no festival com a produtora do filme, Florence Sâdifoi o grande vencedor do festival arrecadando três prémios. O Grande Prémio, a Melhor Realização e ainda o Prémio para a Melhor Actriz, (Eline Shumacher).

Aqui os irmãos Martha e Felix vivem numa casa grande e velha que lhes foi deixada pelo pai, o notório Carniceiro de Mons. Além desta herança, Martha tenta proteger o irmão que é, como o pai, um serial killer. Abusada no trabalho, Martha tem de encontrar o equilíbrio entre a violência de Felix e os traumas na sua própria vida. 

KARIM OUELHAJ é um realizador belga conhecido sobretudo por “L’ Oeil Silencieux” (2016), Realizou ainda entre outras, as longas-metragens “Parabola” (2005) e “Le Repas du Singe” (2013) . 

Karim Ouelhaj, Mário Dorminsky, Florence Sâdi, © André Rocha

Mas SHEPHERD, o filme de Russel Owen, também ele presente no festival com o seu produtor, arrecadou os prémios de Melhor Actor (Tom Hugues) e ainda o de Melhor Fotografia.
Shepherd é um dos melhores exemplos recentes do horror britânico. Perdido de dor pela morte da sua mulher que estava grávida, Erik Black volta à remota terra natal, aceitando um trabalho como pastor. A paisagem agreste irá curá-lo. Mas o seu esconderijo perfeito cedo se torna um pesadelo a que não pode fugir quando um espírito vingativo o segue e o vai confrontar com a sua própria sanidade. Com Tom Hughes, actor da série de televisão “Victoria” ( Prince Albert), e Greta Scacchi de “Brideshead Revisited”, actriz em cerca de 100 filmes. “Shepherd” estreou no BFI London Film festival.

RUSSEL OWEN nasceu no norte do País de Gales (Reino Unido). Estudou ilustração e argumento na Universidade da Califórnia. Iniciou-se como artista de “storyboards” e trabalhou na série “Doctor Who” e em jogos de “Tomb Raider” antes de ser director artístico para séries de TV muito populares. Realizou a sua primeira curta-metragem “Anglesey Road” (2009), muito premiada. Seguiu-se a longa-metragem “Welcome to the Majority” (2013). Fez filmes publicitários para marcas como American Express, Armani ou L’Oreal. Realizou ainda a curta “Love In The Asylum” (2018) baseada num poema de Dylan Thomas e “Patients of a Saint” (2020).

Russel Owen   © André Rocha
Russel Owen © André Rocha

O CINEMA ASIÁTICO – TAIWAN, MALÁSIA E JAPÃO TAMBÉM LEVAM PRÉMIOS

Prémio especial do Júri foi para a inédta presença no Fantasporto de um filme de Taiwan. Foi ele DEMIGOD: THE LEGEND BEGINS de CHRIS HUANG WEN-CHANG, Quando ignora o conselho do seu mestre Eight-Toed Qilin, o novato das artes marciais Su Huan-Jen é apanhado no meio de uma perigosa luta pelo poder. Metido numa conspiração que mesmo o seu mestre não consegue resolver, Su Huan-Jen tem de reverter a maré e fazer parar o maléfico senhor de uma vez por todas. A excelência da animação num filme feito de beleza e artes marciais.

O Prémio para o Melhor argumento para o japonês CONVENIENCE STORY de SATOSHI MIKI no qual um argumentista em crise, abandona o cão da namorada num campo para não ter de tratar dele. Arrependido, volta ao sítio onde o deixou, mas o cão desapareceu. Entra então numa loja de conveniência de uma estação de serviço que fica perto. Uma realidade paralela o espera, assim como uma mulher casada que vai desbloquear a sua criatividade. Uma história da imaginação muito original e inesperada. 

O Júri atribuiu ainda a sua Menção Honrosa STONE TURTLE de WOO MING JIN, filme vindo da Malásia onde Zahara, uma refugiada sem nacionalidade, vive numa ilha remota com a sobrinha da venda no mercado negro de ovos de tartaruga. Um dia chega um homem, Samad, que diz que anda a estudar as tartarugas e lhe pede ajuda. Zahara e Samad vivem então uma história cheia de duplicidade e decepção. 

O passado e o presente e os fantasmas que trazem.

CINEMA EUROPEU VENCE TODOS OS PRÉMIOS NA SEMANA DOS REALIZADORES

O Juri Internacional da Semana dos Realizadores composto por ANTHONY WALLER (UK) Realizador de “An American Werewolf in Paris” e “Mute Witness”, PEDRO FARATE (Portugal) Director de Fotografia, MARINA ANNA EICH  (Alemanha) actriz e produtora e ISABEL PINA (Portugal) realizadora, decidiram atriibuir os seguintes prémios.

DIRECTORS WEEK/SEMANA DOS REALIZADORES 

MELHOR FILME

NARCOSIS de Martijn de Jong dos Países Baixos 
Filme candidato a nomeação aos Óscares pela Holanda, vencedor do International Panorama no Festival de Cairo, Melhor Filme no Netherlands Film Festival e Prémio do Público no festival de Thessaloniki. Uma mulher perde o marido e tem de lidar com o facto de o corpo nunca ter sido encontrado. Lidar com os dois filhos e as dificuldades económicas levam-na a reatar a sua actividade como vidente mas as escolhas não são fáceis. Com um olhar seguro sobre a perda e uma excelente interpretação de Thekla Reuten, a actriz de “Marionette”, apresentado no Fantasporto de 2021 onde venceu o Prémio de Melhor Actriz, “Narcosis “ é a primeira longa-metragem do realizador.

DIRECTORS WEEK/SEMANA DOS REALIZADORES 

PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI
KAYMAK de Milcho Manchevski uma co-produção Dinamarca, Países Baixos, Croácia e Macedónia do Norte 
Retratos da vida quotidiana e dos extremos a que pode chegar e uma história de amor irreverente e comovedora que esconde problemas mais profundos. A mulher rica que quer um filho, a amante que deseja mais, o guarda que encontra a felicidade, a deficiente que vai para a cidade e conhece outros modos de vida. Ou, como diz o realizador, dois casais são decentes no início e felizes no fim. Mais um exemplo do grande cinema de Milcho Manchevski, vencedor do Festival de Veneza e já homenageado no Fantasporto.

DIRECTORS WEEK/SEMANA DOS REALIZADORES 

MELHOR REALIZADOR
HANS HERBOTS por RITUAL uma co-produção Belga, Países Baixos e Alemanha  
Kiki, uma mergulhadora que trabalha para a polícia, descobre uma mão num rio. Conhecedora da importância do seu país no genocídio no Congo, ela relaciona a mão com os sacrifícios que os Belgas exigiam na exploração de borracha e cobalto em África onde se fizeram muitas fortunas. Entretanto, há que saber como morreram os pais dela. Estará tudo relacionado? Um emocionante relato sobre as consequências do colonialismo.

Hans Herbots e Beatriz Pacheco Pereira   © André Rocha
Hans Herbots e Beatriz Pacheco Pereira © André Rocha

DIRECTORS WEEK/SEMANA DOS REALIZADORES

MELHOR ARGUMENTO
THE GAME de Péter Fazakas da Hungria
1963. Budapest. O agente de contra-espionagem András vive a vida perfeita. Está casado e feliz com Eva e o único obstáculo entre ele e a promoção desejada é um colega, Kulcár. Quando o renomado espião Pál Markó, volta para tratar de um caso mal resolvido, András vai compreender que até um simples gesto humano lhe pode custar a vida. O filme recebeu os prémios de Melhor Filme, Actor, Actriz e Argumento no Festival do Filme Húngaro em Los Angeles.

DIRECTORS WEEK/SEMANA DOS REALIZADORES

MELHOR ACTOR
ZSOLT NAGY em THE GAME de Péter Fazakas da Hungria
1963. Budapest. O agente de contra-espionagem András vive a vida perfeita. Está casado e feliz com Eva e o único obstáculo entre ele e a promoção desejada é um colega, Kulcár. Quando o renomado espião Pál Markó, volta para tratar de um caso mal resolvido, András vai compreender que até um simples gesto humano lhe pode custar a vida. O filme recebeu os prémios de Melhor Filme, Actor, Actriz e Argumento no Festival do Filme Húngaro em Los Angeles.

DIRECTORS WEEK/SEMANA DOS REALIZADORES

MELHOR ACTRIZ
THEKLA REUTEN em NARCOSIS de Martijn de Jong dos Países Baixos
Filme candidato a nomeação aos Óscares pela Holanda, vencedor do International Panorama no Festival de Cairo, Melhor Filme no Netherlands Film Festival e Prémio do Público no festival de Thessaloniki. Uma mulher perde o marido e tem de lidar com o facto de o corpo nunca ter sido encontrado. Lidar com os dois filhos e as dificuldades económicas levam-na a reatar a sua actividade como vidente mas as escolhas não são fáceis. Com um olhar seguro sobre a perda e uma excelente interpretação de Thekla Reuten, a actriz de “Marionette”, apresentado no Fantasporto de 2021 onde venceu o Prémio de Melhor Actriz, “Narcosis “ é a primeira longa-metragem do realizador.

DIRECTORS WEEK/SEMANA DOS REALIZADORES

MENÇÃO ESPECIAL DO JÚRI
THE GRANDSON de Kristóf Deák (Hungria)
A primeira longa-metragem vinda de um vencedor de um Óscar pela melhor curta documental em 2017 com “Sing”. O que começa como uma história sobre a exploração de velhos e esquemas por telefone para lhes roubar dinheiro, leva a outras histórias do passado. Rudi e o avô têm uma ligação muito profunda. Quando o avô é vítima de um esquema cruel, Rudi decide que não vai deixar os criminosos escapar. Um grito contra o abandono dos mais velhos.


 Péter Fazakas   © André Rocha
Péter Fazakas © André Rocha

FILIPINAS E MALÁSIA VENCEM A SECÇÃO OFICIAL ORIENT EXPRESS

O Júri Internacional composto por  ANTHONY WALLER (UK) realizador de “An American Werewolf in Paris” e “Mute Witness”, PEDRO FARATE (Portugal) fotógrafo de cinema, MARINA ANNA EICH  (Alemanha) actriz e produtora e ISABEL PINA (Portugal) realizadora, decidiram atribuir os seguintes prémios:

 

GRANDE PRÈMIO ORIENT EXPRESS
KARGO realizado por T.M. Malones das Filipinas
Um acidente. A filha e o marido morrem. Para vingar a família que perdeu, Sara decide tomar o lugar do marido no trabalho, conduzindo um camião de carga e procurar o homem que foi responsável pelo acidente. Um dia, transportando bambu para a ajuda às vítimas de um tornado, e constantemente assediada pelos homens que encontra pelo caminho, ajuda uma menina muda que parece perdida. Juntas vão enfrentar os perigos da estrada e os traficantes de crianças. Suspense e muita ternura neste filme vencedor do Prémio do Público no Cinemalayan Film Festival.

PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI
STONE TURTLE de Woo Ming Jin da Malasia
Zahara, uma refugiada sem nacionalidade, vive numa ilha remota na Malásia com a sobrinha da venda no mercado negro de ovos de tartaruga. Um dia chega um homem, Samad, que diz que anda a estudar as tartarugas e lhe pede ajuda. Zahara e Samad vivem então uma história cheia de duplicidade e decepção. O passado e o presente e os fantasmas que trazem. Prémio FIPRESCI no Festival de Locarno.

© André Rocha

PRÉMIO DA CRITICA

IMMERSION de Takashi Shimizu do Japão
Numa ilha do sul, Tomohiko Kataoka, um programador, trabalha no desenvolvimento da tecnologia da realidade virtual e da neurociência. Num portal vermelho descobre barulhos que tomam a forma de uma pessoa no mundo virtual. Assim, fica ligada a esta realidade e também a um espírito vingativo, Imajo, que amaldiçoa a ilha e mata as pessoas numa série de mortes violentas por afogamento. Mais uma ideia original do mestre do horror japonês, realizador de “The Grudge e “Suicide Forest Village”, vencedor do Fantasporto em 2021.

PRÉMIO DO PÚBLICO

LIFE OF MARIKO IN KABUKICHO de Eiji Uchida e Shinzô Katayama do Japão
Filme vencedor do Prémio White Raven do Festival de Cinema Fantástico de Bruxelas, é também uma deliciosa rede de histórias que fazem lembrar clássicos do cinema como “ET” ou “Basket Case”. Em tom de comédia, seguimos as vidas dos clientes de um café em Kabuchiko. Extra-terrestres, uma investigação do FBI, amores estranhos e alguns assassinatos são os temas. O elo de todas estas histórias é Mariko, a dona do café que também é detective. Filme vencedor do White Raven no Festival de Bruxelas.

Eiji Uchida, Mário Dorminsky e Equipa de Life of Mariko in Kabukicho   © André Rocha
Eiji Uchida, Mário Dorminsky e Equipa de Life of Mariko in Kabukicho © André Rocha

PRÉMIOS DE CARREIRA FANTASPORTO 2023

FERDINAND LAPUZ
Trabalha exclusivamente como produtor de cinema, com mais de 90 produções até hoje. A sua filmografia incluiu as 10 longas-metragens integradas na retrospectiva que o Fantasporto inclui, mais duas outras que passam em competição na Semana dos Realizadores, “KARGO” E “ABOUT US BUT NOT ABOUT US”. Trabalhando com os maiores festivais do mundo, as suas produções passaram já em festivais como Cannes, Berlin, Veneza, Locarno, Cairo, Toronto, Toquio, Karlovy Vary, Tallinn, Shanghai e New York. É membro do Asian Film Awards e do Asia Pacific Film Festival.

KRZYSZTOF ZANUSSI
Nascido em 1939 em Varsóvia na Polónia. Realizador de documentários, filmes de ficção e argumentista. Fez estudos na Lodz Film Academy em1966.  O seu filme de fim de curso, “’Death of a Provincial” (1968) ganhou prémios em Veneza, Mannheim, Valladolid e Moscow em 1967. Outros films iniciais incluem “Structure of a Crystal” (1969)  que venceu em Mar del Plata 1970; “Family Life” (1971) que venceu em Chicago, Valladolid e Colombo; “Illumination” (1973)  foi Grand Prix de  Locarno 1973 e premiado em Gdansk; seguiram-se “Quarterly Balance”  (1975), “Camouflage” (1977) and  “Spiral” (1978). Foi vencedor do Prémio do Juri do Festival de Cannes com “Constans” (1980). A longa-metragem “Eter” (2018) antecedeu “PERFECT NUMBER” (2022) que é apresentado No Fantasporto 2023 em competição na Semana dos Realizadores.

Beatriz Pacheco Pereira e Krzysztof Zanussi © André Rocha

ELMO NUGANEN
A trilogia “MELCHIOR” (2022), apresentada no Fantasporto 2023 fora de competição, é constituída por três longas metragens independentes deste realizador, actor e encenador nascido em 1962, e director artístico do Teatro Municipal de Tallinn e um dos mais prestigiado da Estónia, conhecido pelo seu trabalho dirigindo os grandes clássicos.  Como realizador de cinema foi já responsável, entre outras, pelas longas-metragens “Names Engraved in Marble” (2013), Mushrooming” (2012), “Purge” (2012) e “1944” (2015). Participou ainda como actor em “Tangerines” (2013), filme nomeado para o Oscar do Melhor filme Estrangeiro e para um Globo de Ouro.

ANTHONY WALLER
Realizador, argumentista, produtor, compositor e actor nascido em Beirut de pais ingleses. Recebeu a bolsa Shakespeare da parte do realizador John Schlesinger.  A sua primeira longa-metragem foi “Mute Witness” (1995), rodada na Russia, e que o Fantasporto homenageia, numa cópia nova na secção Fantasclassics. Realizou depois “An American Werewolf in Paris” (1998), filme vencedor do Grande Prémio e Prémio do Público do Festival de Gérardmer e distribuída pela Buena Vista.  Fez ainda “The Guilty” (2000) com Bill Pullman, “The Little Vampire” (2000) considerado o melhor filme alemão para crianças e ainda “Nine Miles Down” (2009). Entre 2017 e 2019 foi realizador da série TV “Trader” sobre o Iraque. Em 2022 realizou “The Piper” com Elizabeth Hurley.

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