Jogos: Análise – Destroy All Humans! (2020)

Não há muito tempo falei da onda de remakes e remasters que 2020 tinha a chegar, com Saints Row The Third: Remastered e Mafia II: Definitive Edition (este último que entretanto resolveu alguns dos problemas apontados na análise). A THQ Nordic numa tentativa nostálgica de trazer outro clássico de culto para as consolas actuais decidiu que estava na altura de reintroduzir Destroy All Humans!, que chegou no final do mês passado às lojas.

Corria o Verão de 2005, a Internet em Portugal só ia até 16Mbps, a PlayStation 2 continuava a dominar as vendas das consolas e a Microsoft preparava-se para lançar a Xbox 360. Certamente tempos mais simples, mas com uma enorme variedade de jogos à disposição. Quase que de repente a aparição de Destroy All Humans!, que fez muito furor na E3 de 2005, um mês antes do seu lançamento, apresentou uma nova perspectiva dos extraterrestres que invadiam o Planeta Terra, fortemente inspirada nas histórias das revistas de pulp da década de ’40 e ’50.

Somos novamente introduzidos a Crypto-136, um extraterrestre que invade os Estados Unidos com a missão de colher ADN humano para o seu próprio proveito. Com várias armas disponíveis, desde o Zap-O-Matic, que electrocuta inimigos; a uma sonda que facilita a recolha de restos cerebrais. Também temos um arsenal de poderes, como telepatia, onde podemos controlar e comandar os pensamentos humanos, telequinesia, para levantar objectos e inimigos chatos; ou se isso não for suficiente, copiarmos a sua estrutura corporal para infiltrar em áreas restritas. Como se isso não bastasse, temos acesso livre à nossa nave especial que liberta um poderoso laser, capaz de destruir tudo no seu caminho.

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Com pouco mais de duas dezenas de missões, inclusive “The Wrong Stuff”, uma das missões cortadas do jogo original e apresentado pela primeira vez neste remake, é possível encarar de uma forma altamente divertida o alien maquiavélico e a sua agenda secreta contra os Estados Unidos, com diversos objectivos a serem cumpridos.

As missões são relativamente curtas, algumas têm mais objectivos que outras, mas o segredo está em cumprir tudo o que é secundário e repetir até estar completo. Este é um dos aspectos que melhor trazem do jogo original, a capacidade de facilmente repetir uma missão e completar tudo que esteja em falta. Caso as missões estejam a 100%, podem sempre explorar a mão-cheia de áreas do jogo na sua forma livre e ilimitada, podendo participar em actividades como uma corrida a pé, recolher vacas para DNA (sim, leram bem) ou numa partida de 1 vs. Todos até à morte.

Assim, Destroy All Humans! vai mais longe do que apenas uma recriação de gráficos e remasterização da banda sonora, apesar de servir como uma espécie de teste para ver se 15 anos depois, o público se poderá interessar em novas entradas da série. Com um humor inegável e uma jogabilidade fluída, será mais que bem-vindo receber o Furon que mais odiamos amar, com novas histórias que se avizinham.

Nota Final: 8/10

Destroy All Humans! está disponível para Xbox One (versão testada), PlayStation 4 e PC (GOG,  Epic Games, Steam).

[O Central Comics agradece à Dead Good PR]

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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