Cinema: Crítica – Kursk (2019)

Baseado em factos verídicos, Kursk recria o desastre do submarino nuclear russo, em 2000. Estreou nos cinemas a 28 de março.

Em Kursk, acompanhamos a Marinha Russa no desastre do submarino nuclear em 2000. Devido à alta potência dos mísseis que transportam, uma grande explosão na proa do submarino pára-os, ficando perdidos no fundo do mar. Os restantes membros da tripulação terão de se sobreviver com os meios disponíveis e alertar o solo sobre o sucedido enquanto os seus superiores russos decidem se pedem auxílio aos seus rivais políticos, os Estados Unidos da América.

Numa luta contra o tempo, ligamo-nos de imediato as estas personagens presas no oceano. A veracidade do que ocorreu dentro desde submarino certamente terá sido dramatizada no guião de modo a aumentar a tensão do filme, existindo as previsíveis personagens que não aguentam a pressão psicológica ou momentos de busca de objetos em salas completamente inundadas, mas felizmente todas estão bastante executadas tanto a nível técnico como na representação. De realçar a última mencionada que é feita num surpreendente longo take e é um dos momentos mais marcantes de Kursk.

Contudo, a história consegue ir para além disto. Kursk inicia-se numa resolução quadrada que permite uma fotografia nostálgica e melancólica do sucedido na vida real. Somente quando o submarino entra na água é que entramos no formato habitual cinematográfico. Antes desta viagem, estes homens tiveram de deixar para trás as suas mulheres e filhos, que são quem pressionará o governo a reagir rapidamente ao problema em que estes se situam. A tristeza pela incerteza do regresso dos seus maridos é emocionante e cria uma mensagem política forte para além do suspense na premissa.

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Em relação ao governo, de um lado observamos a Rússia com o seu novo equipamento marítimo e o habitual ódio pelos EUA para que não descubram os seus segredos. David Russell, interpretado por Colin Firth, está à frente da Marinha americana e os seus esforços para criar uma parceria amigável a favor da humanidade será um dos pontos chaves do filme.

Em suma, Kursk capta a claustrofobia e a luta dos homens presos no submarino, mas , principalmente, as famílias destruídas pelo triunfo entre as rivalidades político-económicas.

  • Kursk estreia a 28 de março nos cinemas.

6/10

Tiago Ferreira

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Tiago Ferreira

Estudante de Cinema e Teatro, Crítico de Cinema, Fotógrafo novato e Cosplayer.

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