Cinema: Crítica – Destino: Casamento (2019)

Keanu Reeves e Winona Ryder terão de se aturar um outro quando descobrem que se dirigem para o mesmo destino. Destino: Casamento estreou a 28 de março nos cinemas.

Frank (Keanu Reeves) e Lindsay (Winona Ryder) conhecem-se no aeroporto onde têm uma conversa comum entre desconhecidos. Contudo, as coincidências são demasiadas, os seus lugares no avião são lado e lado e acabam por descobrir que o seu destino é o mesmo, um casamento.

Neste longo fim de semana, em que ambos não têm qualquer interesse em ir àquele evento, terão de passar o tempo acompanhados onde irão descobrir mais acerca um do outro. Em planos bastante fixos e simples, este filme foca-se sobretudo no diálogo, nas memórias passadas de cada um, nos gostos que os individualizam e claro no ódio inicial que possuem um pelo outro, mas que dará fruto a algo maior.

Realizado por Victor Levin, Destino:Casamento funciona devido à química natural entre os atores principais e ao choque de personalidades entre as duas personagens. De um lado, Frank é altamente pessimista e tem dificuldade a conectar-se com alguém e, do outro, Lindsay é quem inicia sempre o primeiro contacto devido à sua qualidade comunicativa, que por vezes a prejudica.

Numa montagem simples entre planos de drone (com uma imagem completamente antiquada) e planos fixos, viajamos com estas personagens nas suas conversas ilimitadas que por vezes são capazes de conter um valor reflexivo. Contudo, a execução final nem sempre resulta, provocando um desconforto ou aborrecimento inevitável em certos momentos.

  • Destino: Casamento estreia a 28 de março nos cinemas.
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4/10

Tiago Ferreira

Tiago Ferreira

Estudante de Cinema e Teatro, Crítico de Cinema, Fotógrafo novato e Cosplayer.

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