Cinema: Crítica – Close (2019 Netflix)

Quando Bodyguard, uma série da BBC lançada em Outubro do ano passado, da qual a Netflix tem os direitos de distribuição fora do Reino Unido, foi um tremendo sucesso entre os subscritores, não é surpresa que a plataforma quisesse capitalizar esse feito com um novo filme dentro do mesmo género. Desta vez com Noomi Rapace no centro, em Close.

Neste filme realizado por Vicky Jewson, acompanhamos a vida de Sam (Rapace), uma guarda-costas dura e feroz, especialista em contra-terrorismo. O seu talento é reconhecido quando é chamada para proteger Zoe (Sophie Nélisse), uma jovem herdeira duma fortuna vida da exploração de minas. Nenhuma das duas está propriamente contente com a presença uma da outra, até que uma tentativa de rapto de Zoe as une, enquanto andam fugidas.

Se em alguma altura tínhamos dúvidas de o quão intimidante Noomi Rapace pode ser, já com uma filmografia recheada de papéis que provam ser uma grande protagonista, vindo de filmes como a versão sueca da trilogia Millennium ou Prometeus; do outro lado Sophie Nélisse insiste em ser uma vítima altamente irritante, não largando a teimosia mesmo em situações entre a vida e a morte, arriscando levar um tiro sempre que pode.

Close_01

Ao fim de meia hora, Close, rapidamente se torna aborrecido, apenas voltando a ganhar a atenção nas várias cenas de acção onde Sam anda à tareia com meia dúzia de polícias, mercenários ou assassinos que lhe perseguem, com o resto do filme a ser focado nas fracas políticas da herdade de Zoe e a sua madrasta. As ruas perigosas de Marrocos, mostram serem difíceis de se passarem despercebidas, com o duo em modo de sobrevivência permanente.

  VINGADORES: ENDGAME, bate record nacional de pré-venda de bilhetes!

As várias tentativas que o filme faz para puxar algum interesse neste thriller acabam por ser rapidamente desmanchadas com confrontos previsíveis e uma linha narrativa que já vimos ser feita melhor em dezenas de outras películas semelhantes, sendo este exemplo do mais medíocre que já se viu ultimamente. É bom suficiente para vermos alguma violência duma benfeitora, mas não tão bom quando esperamos que a história se desenvolva em algo mais interessante.

Close_02

No fim, Close não oferece nada demais além de uma narrativa básica que se limita a ser uma demonstração do quão incrível são os dotes marciais de Rapace, sendo a grande heroína desta história previsível. Tentando salvar-se da sua própria desgraça tarde demais, o final parece ter sido apressado a modo de atar o máximo de pontas soltas em menos tempo possível, acabado por se tornar inteiramente esquecível.

  • Close estreou a 18 de janeiro 2019 no Netflix

Nota Final: 4/10

Ricardo du Toit

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

You may also like...

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *