Comunicado: As mudanças no Central Comics

[ACTUALIZADO] Olá a todos! Desde meados de Dezembro que o Portal Central Comics sofreu alterações no seu conteúdo, como decerto já terão reparado. Durante mais de 11 anos dedicámo-nos à divulgação de banda desenhada e áreas relacionadas, contendo documentos de imprensa, críticas e artigos de opinião, entre outros, com o objectivo de promover a arte sequencial e seus autores no país; mas, a 11 de Dezembro de 2012, o Central Comics enveredou também por outros temas da cultura popular, tais como cinema, televisão e jogos. [fbshare]

Porquê esta mudança e porquê apenas agora falar acerca da mesma?

Começo pela segunda pergunta: entre os vários motivos pelos qual adiei este editorial que se empunha, esteve o excesso de trabalho com que me tenho debatido. Não tinha possibilidades de o preparar enquanto não terminasse a minha colaboração no projecto da colecção Heróis Marvel, da Levoir/O Público; e, entre outros compromissos profissionais que surgiram, trabalhei em mais de 5000 páginas de banda desenhada na 2ª metade de 2012, o que me deixou sem folgas para outros afazeres ou projectos. Outra razão deve-se simplesmente ao aguardar de certas confirmações para simultaneamente anunciar outros projectos associados ao Portal.

Sobre o porquê da mudança – é melhor recuar 10 meses. Em meados de Março do ano passado, durante a temporária suspensão do Portal, pensei em modos de reinventar o modelo do CC para mais fácil administração e igualmente eliminar aspectos que já não faziam sentido nos tempos de hoje. Não me alongo nesse assunto mas, na sequência disso, apercebi-me de que deveria elevar o projecto para um novo formato, e, em conversa com amigos e colaboradores, senti que todos pensavam da mesma forma – e assim se marcou o 11º aniversário do Portal. Todavia, obrigações profissionais e motivos pessoais atrasaram os planos, e apenas agora tive tempo de “arrumar a casa”, e apresentar – a iniciativa Ultimate Central Comics!

Antes de mais, embora não seja meu costume (nem sequer goste de emproar feitos), mas justifica-se que dentro desde contexto importa frisar o bom momento que o site actualmente vive. Logo após a mencionada suspensão e mudanças, como seja a eliminação do nosso seminal Fórum, que já pouco contribuía para a comunidade bedéfila portuguesa – atendendo à progressão que a própria Internet tem sofrido em função de comentários, em blogues e redes sociais – a adesão à causa do CC, como veículo de informação generalizado e de serviço público, traduziu-se num aumento significativo no número de visitas mensais; em 10 meses – sensivelmente o mesmo tempo que passou desde a suspensão do mesmo até ao início do Ultimate Central Comics, a média diária de visitas quadruplicou relativamente à média dos 6 meses anteriores à suspensão. E agora, mês e meio após a alteração para a versão Ultimate, estamos prestes a QUINTUPLICAR esses registos. Por isso, agradeço desde já aos nossos visitantes frequentes e também aos nossos colaboradores.

Também com um novo conjunto de colaboradores regulares e pelo meu empenho, agora revigorado, estamos a carregar noticias e artigos ou criticas numa média de 100 por mês, alcançando assim uma posição nunca antes vista nos motores de busca, por vezes superando até os sites estrangeiros e originais.

Entretanto, fruto desta paulatina progressão do Portal, mesmo que muitas mudanças não sejam visíveis, têm certamente vindo a observar as alterações… De entre as que os nossos mais antigos visitantes reparam conta-se a inclusão de novos temas além da BD, como cinema, animação, TV e videojogos.
Como todos os amantes de BD sabem, a banda desenhada é um nicho de mercado muito pequeno no nosso país e, com o crescimento que o site teve, dificilmente poderia crescer muito mais, pelo menos em termos de público português. A ideia de adicionar novos temas ao portal deve-se não apenas ao desejo de obter mais visitantes, mas, principalmente, a que esse novo público, atraído por outras vertentes da cultura popular, tenha aqui um contacto com a banda desenhada, podendo-se assim “abrir” algumas mentes em benefício da arte sequencial – pois apesar de tudo, o Portal CC terá sempre como prioridade a Banda Desenhada.

  Lançamento: COMANCHE - Volume 2

Por outro lado, existe a questão da organização de eventos que, apesar do seu sucesso, nunca foi ao encontro do que ambicionava. Além de micro-eventos, tenho organizado convenções para a “cultura Geek” desde há uns anos: duas edições de Yukimeet, apenas viradas para a cultura japonesa, seguido do Anigamix, um evento de temática variada que decorreu na Exponor e, na mesma onda deste último, o Portusaki. Apesar do lucro obtido, a Exponor não quis continuar com o projecto, levando-me a encontrar outro parceiro (o Hard-Club). Por o nome “Anigamix” estar relacionado com uma proposta da AEP, e por questões de cortesia, resolvi mudá-lo – nascendo assim o Portusaki (em vez de Anigamix 2…).
Contudo, aquando da preparação da 2ª edição do Portusaki, apercebi-me de que o “nome” estava a induzir em erro bastante público, prejudicando a conotação desejada – um evento de cultura popular generalizada – para uma ideia errada: um evento de cultura japonesa. Neste prisma, de pouco valeu incluir no programa a cerimónia de entrega do Troféus Central Comics, a presença de autores profissionais portugueses e brasileiros, o facto de 5 dos 6 videojogos a concurso não serem japoneses ou que os filmes em projecção fossem nacionais, ou mesmo que as performances de dança tenham sido inspiradas em “Guerra dos Tronos” e “Gotham City Sirens”, entre muitas mais actividades ocidentais. Ainda que salientando estes aspectos, alguma imprensa (Visão, Agência Lusa) distorceu os intentos da organização, “vendendo” o Portusaki como sendo um evento de cultura nipónica.

Assim, e com a entrada dos novos temas no centralcomics.com, chegou a altura de reunir sinergias e (re)criar o evento para CENTRAL COMICS-CON, cuja primeira edição irá acontecer este Verão (em data a confirmar).
Sim, corro o risco de associarem o evento apenas a “comics” (banda desenhada americana), no entanto, quem visitar o site saberá que este é actualmente bem mais do que isso. O portal será assim tornado na principal plataforma para o evento – e este será, claro, a nova casa dos TCC. Porém, a comunidade otaku não será esquecida, naturalmente, e o Central Comics-Con (CCC) terá muitas actividades para que os amantes de manga e anime se sintam como se num Yukimeet, Anigamix ou Portusaki estivessem.
Posso já adiantar que temos muitas surpresas na manga (passo a expressão) para o CCC, que em breve começamos a revelar, mal fechemos a data final.

Termino este editorial agradecendo aos leitores e visitantes que nos acompanham e que, ao entrarmos no 12º ano de existência, continuam a validar o projecto e a confirmá-lo como uma valia na comunidade de BD nacional e lusófona, e já agora, na cultura “pop” em geral.

Hugo Jesus

Hugo Jesus

Co-criador e administrador do Central Comics desde 2001. É também legendador e paginador de banda desenhada, e ocasionalmente argumentista.

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8 Responses

  1. Nuno Cunha diz:

    Com excepção do Fórum, que lamento ter partido, (Sinto a falta das bocas originais da Árvores ao Vento 🙂 ) considero muito positivo este regresso em força do CC.
    Espero que o site continue a crescer e que o tal evento venha a ser um sucesso. Força CC! Que venham mais 11 anos!

  2. Tiago Penim diz:

    ‘Habemos CON’!
    agora sim, vou.me sentir em casa com o meu próximo cosplay \o/

  3. Rui Lopes diz:

    Eu sou um dos novos visitantes (frequentes) e é engraçado como descobri o site.
    Primeiro, a minha namorada ofereceu-me o Nº 1 da colecção do Público. Fiquei viciado em comics outra vez e comprei-os todos.
    Em Dezembro, após umas remodelações, voltei a morar na casa onde cresci e depois de uma visita à “loja” (é assim como os meus pais lhe chamam, mas aquilo é mais uma bagunça que outra coisa), encontrei uma centena de comics de quando era pequeno. Aqueles pequeninos da Abril 🙂
    A paixão pelos comics estava há muito esquecida e ali estavam eles, bem conservados, os “livrinhos” que eu adorava. Decidi trazê-los cá para cima e colocá-los em estantes, no lugar que eles merecem. E depois lembrei-me… Será que ainda há comics em Portugal, ou isto do Público foi um caso isolado? Hmmm… Então fui ao Google e escrevi “Comics em Portugal” e voilá! Nº1 na pesquisa: Central Comics. 🙂

    Tenho seguido o site todos os dias e gosto muito. Foi através da Central Comics que soube das edições da Panini e tenho vindo a coleccionar desde então.
    A única coisa que não gosto (mas que não tem a ver com o site) é o papel que agora usam nos comics. E tenho saudades de ver comics em Português. A colecção do Público foi muito boa e a colecção Star Wars (que também descobri através da Central Comics) promete.

    Dito isto, obrigado! 🙂

  4. arvores diz:

    Long life to CC… vcs estão a ficar velhos 😛

    Nuno, escolhemos uma notícia e usamos os comentários como fórum… senão tivessem de ser aprovados primeiro…(HAHAHA)

  5. Hugo Jesus diz:

    Nuno: Obrigado pelo apoio.

    Rui Lopes: São comentários como estes que fazem a diferença. Muito obrigado pelas palavras simpáticas.

    Arvores: Vê lá se arranjas mais tempo e ajudas na colaboração do site! 😉 Obrigado

  6. Hugo Jesus diz:

    Tiago: Depois do teu excelente Arqueiro Verde estou com grandes expectativas em relação ao que vais levar no próximo… que deverá ser mais uma eliminatória para o EuroCosplay. 🙂

  7. André Azevedo diz:

    Hugo,
    As mudanças no Central Comics são um benefício para todos os que gostam de BD e demais artes que dela retiram inspiração.
    Continua o bom trabalho e já sabes que tens todo o meu apoio.
    Abraço

  8. Hugo Jesus diz:

    André, obrigado pelas palavras.

    Foi pena não teres ficado nos 5 finalistas do concurso de blogues do Aventar pois merecias, já que criaste um blogue excelente apesar de recente. Já que o CC não podia concorrer por não ser um blogue, gostava que o teu e o do Geraldes Lino estivem nos finalistas em vez de Alegrias e Alergias por exemplo. (E lamento que outros grandes sites nem tenham concorrido como o excelente Ler BD de Pedro Moura. 🙂

    Abraço

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