Cinemas sem pipocas – Proibição de consumo de alimentos nas salas nacionais

Atenção! Se você adora ir ao cinema apenas pelo prazer de comer pipocas, esta notícia será bastante desagradável!

O hábito de comer pipocas no cinema começou na década de 1930, durante a Grande Depressão nos Estados Unidos. Os filmes começaram a ganhar som e, à época, eram uma alternativa de diversão acessível para a população.
A venda de pipocas, por sua vez, era uma boa opção para os vendedores de rua, dado a elevada margem de lucro. Como os proprietários de cinemas consideravam o negócio e os seus espaços como algo luxuoso, não queriam vendas dentro dos cinemas. No exterior, porém, os espectadores começavam a consumir as pipocas e outras guloseimas.
Num ano em que os espectadores regressaram às salas de cinema com a obrigação de ver os filmes com máscara, com a lotação das salas reduzida e a existência de lugares marcados, chega a notícia que muitos espectadores não queriam ler: não é permitido o consumo de alimentos ou bebidas no interior das salas de espetáculo ou de exibição de filmes cinematográficos.
O ano de 2020 trouxe uma enorme revolução na maneira como o cinema é consumido pelos espectadores, e a agora o Decreto n.º 9 de 2020 (Artigo 27.º 2) segundo as orientações definidas pela Direção-Geral de Saúde proibe o hábito de ir ao cinema comer pipocas. A proibição surge na renovação do estado de emergência que entrou em vigor no início desta semana.
Por isso, se nos fins-de-semana prolongados dos feriados 1 e 8 de Dezembro planeava ir ao cinema – no período da manhã – comer pipocas, esqueça! O leitor terá de aguardar pela alteração das restrições e por novas recomendações da DGS.
Cinemas Oeiras ParqueEnquanto que alguns espectadores aplaudem a medida, não por motivos de saúde pública mas, apenas porque assim acaba o ruído de quem procura uma última pipoca no fundo do balde ou o barulho incómodo do espectador que rói a pipoca entre os dentes e faz questão que toda a plateia saiba disso ou até mesmo aquele barulhinho de quem acaba o copo de refrigerante.
Contudo, esta decisão governamental mexe com os espectadores que adoram ir ao cinema por causa das pipocas e para quem o filme é apenas um acessório para desfrutar da iguaria dos cinemas.
A Associação Portuguesa de Defesa de Obras Audiovisuais considera inaceitável a proibição do consumo de pipocas nos cinemas. Em declarações à RTP, a Associação recorda que está em causa, uma importante fonte de receitas das empresas.
Para os exibidores é uma enorme perda de receita, uma vez que a venda de pipocas é responsável por uma importante parcela de receita dos cinemas, apesar dos valores serem sempre omitidos, é considerado que 45% a 50% da receita dos cinemas vem do consumo alimentar nas salas.

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Ricardo Lopes

Começou a caminhar nos alicerces de uma sala de cinema, cresceu entre cartazes de filmes e película. E o trabalho no meio audiovisual aconteceu naturalmente, estando presente desde a pré-produção até à exibição.

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