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Cinema: Crítica – Velocidade Furiosa 9 (2021)

Quando um simples filme sobre corridas ilegais estreou em 2001, mal sabíamos que estávamos perante o que acabaria por se tornar num fenómeno global, com agora nove filmes dá saga principal e um spin-off, na forma de Hobbs & Shaw.

Depois de mil e uma aventuras, a família mais veloz do cinema regressa ao grande ecrã, com Velocidade Furiosa 9.

A vida de Dominic Toretto (Vin Diesel) vai dar uma nova reviravolta, quando este se reencontra com o seu irmão Jakob (John Cena), quando estes vão frente-a-frente na busca de um poderoso artefacto, capaz de entrar em qualquer sistema informático. É mais uma missão impossível que junta caras conhecidas a algumas personagens novas, enquanto expande o já enorme universo de Velocidade Furiosa.

O regresso de Justin Lin à cadeira de realização é uma muito bem vinda, tendo em conta que o filme anterior perdeu alguma da sua sensibilidade quando comparado a outras entradas. Foi Lin que elevou a franquia a um novo nível e estar de volta significa verdadeiramente que houve uma mudança mais positiva no tom. Mesmo quando as acrobacias conseguem atingir um novo patamar entre o arriscado e o ridículo, é muito fácil desculpar os eventos em nome do puro entretenimento.

A narrativa, que aparenta recorrer a truques baratos de uma qualquer novela mexicana – de repente Dom e Mia têm um irmão que nunca mencionaram nos filmes anteriores – mostra o quão importante Chris Morgan era para a equipa de argumentistas, que neste filme não foram capazes de tirar com aproveitamento o melhor que as personagens poderiam oferecer, optando por atirar em múltiplas direcções para tentar acertar no maior número de clichés possível.

Por outro lado, toda a acção esperada num filme do género mantêm-se dentro das expectativas, sobretudo para fãs de carros, que certamente irão estar muito atentos aos bolides a serem conduzidos ao extremo, e de formas que jamais pensaríamos que poderiam ser usados.

Ao fim de nove filmes, é difícil arranjar novas formas de surpreender o público e acredito que foi aqui que o legado de Velocidade Furiosa perdeu o seu verdadeiro impacto como fenómeno, ao alimentar a saturação que ele próprio criou, sendo definitivamente uma vítima do seu sucesso. Se esta nona entrada é terrível? Nem por isso. É um filme competente dentro daquilo que foi idealizando nos últimos 20 anos, mas parece ter esquecido construir uma experiência com um verdadeiro impacto.

A dada altura, temos que pensar: o quão longe é preciso ir até que seja dado um ponto final digno dos seus seguidores?

Nota Final: 5/10

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