Cinema: Crítica – Sibéria (2018)

Keanu Reeves tem uma nova missão e para isso terá de viajar para a Rússia. Será mais um filme de ação ao nível que o ator nos tem habituado?

Sibéria 15 agosto 2018Lucas Hill (Keanu Reeves) é um vendedor de diamantes, o seu colega de trabalho Pyotr (Boris Gulyarin) desapareceu e o nosso protagonista terá de viajar para a Sibéria, na Rússia, para completar a missão que lhes foi dada. Lá, conhece Christa (Ashley St. George), uma jovem russa dona de um estabelecimento de restauração, com quem acaba por criar uma relação amorosa e questionar a sua vida e método de trabalho.

Sibéria é um filme ambicioso, mas um pouco desapontante. Ao trazer Keanu Reeves ao papel de protagonista, deixa-nos constantemente à espera do grande momento à John Wick mas infelizmente não acontece até ao terceiro ato que por si também não há muito por glorificar. Numa das primeiras cenas na Rússia, Lucas confronta um par de bêbedos com as típicas expressões faciais e orais à “herói americano” mas nunca se comete à verdadeira ação. Talvez isto seja uma tentativa de criar um desenvolvimento psicológico no protagonista, no entanto, o progresso da narrativa é tao aborrecido que acabamos por nos esquecer completamente da sua missão.

Sibéria 15 agosto 2018O foco principal do enredo acaba por ser a relação amorosa com a sua nova amiga russa. Christa pede a Lucas que tenham relações sexuais pois a população local acha que eles já o fizeram por isso mais vale aproveitar. A química entre os dois até é bastante agradável, conseguem criar cenas românticas que irão dar um caráter mais apreciativo ao nosso protagonista e eventualmente cria-se um triângulo amoroso com a esposa americana que ficou em casa. Porém, a mente de Lucas está sempre na missão, mas o filme aperta fortemente a relação amorosa, não deixando espaço para um grande interesse pela intriga acerca dos diamantes desaparecidos.

Sibéria 15 agosto 2018Um dos pontos positivos é o modo como Sibéria consegue transparecer o ambiente frio e melancólico desta cidade Russa. Nunca estamos confiantes de que a missão irá correr bem para Lucas nem que irá ter um final feliz com Christa. Por consequência, o filme é extremamente lento e foca-se demasiado no lado amoroso da história que depois tenta redimir-se com um terceiro ato mais ativo. Infelizmente, nem mesmo Keanu Reeves consegue tornar o enredo cativante.

Sibéria talvez seja um filme agradável para os fãs do ator enquanto esperam pelo seu regresso em John Wick, mas será rapidamente esquecido devido ao seu enredo lento e aborrecido.

  • Sibéria estreia dia 15 de agosto de 2018 nos cinemas.

1.5/5

Tiago Ferreira

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Tiago Ferreira

Estudante de Cinema e Teatro, Crítico de Cinema, Fotógrafo novato e Cosplayer.

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