Cinema: Crítica – Os Veterinários

No coração de Morvan, Nico, o último veterinário local, luta para salvar os seus pacientes, a sua clínica e a sua família. Quando Michel, seu parceiro e mentor, anuncia que se vai reformar, Nico percebe que o pior ainda está por vir. Michel diz-lhe para não se preocupar, que encontrou o substituto ideal… sendo que esse alguém é Alexandra, uma jovem de 24 anos brilhante, misantropa e com pouca vontade de voltar à terrinha onde passou a infância. Será que Nico conseguirá convencê-la a ficar?

A desertificação médica é um flagelo contemporâneo que também afeta os animais, uma vez que existe falta de veterinários nos meios rurais. Nesta história comovente, quando um dos poucos veterinários decide reformar-se, substituí-lo não se revela tarefa fácil, pois não há muitos candidatos ao lugar: quem gostaria de se estabelecer numa terra remota, com poucos dias de folga e clientes precários que nem sempre podem pagar as consultas? No entanto, a sua presença é essencial para a vida nas aldeias e para a sobrevivência dos produtores locais. Sem veterinário, acaba a criação e todo um ecossistema entraria em colapso…

Quando mostra o heroísmo dos protagonistas, que não desistem apesar das condições de trabalho duras e da pressão constante, Os Veterinários revela-se uma crónica da vida rural bastante simpática e não desprovida de interesse para quem gosta de animais e se preocupa com o que acontece fora das grandes metrópoles. Contudo, a narrativa simplificada e cheia de lugares-comuns impede que o filme seja mais do que uma simples história “simpática”, sem grandes reviravoltas e concebida para que o espectador saia da sala com um sorriso no rosto, mas esqueça o que viu passados meros minutos.

  Análise BD - "Rosa, Minha Irmã Rosa" - Os mandamentos do ser e do querer

Nota Final: 6/10

 

Bernardo Serpa

Apaixonado desde sempre pela Sétima Arte e com um entusiasmo pelo gaming, que virou profissão.

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